Populismo-autoritário de direita?

Antielitismo, pluralismo e voto em eleições presidenciais em democracias americanas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-5269.129117

Resumo

A chegada ao poder de governantes com características populistas-autoritárias somente é possível a partir do apoio de eleitores identificados com seus discursos e práticas. Por isso, neste artigo averiguamos o impacto de atitudes em relação a elites políticas, minorias e imigrantes sobre a escolha eleitoral para presidente no Brasil (2018), no Chile (2017), na Costa Rica (2018), no Uruguai (2019) e nos Estados Unidos (2016). Utilizamos dados pós-eleitorais de opinião pública do módulo 5 do Comparative Study of Electoral Systems (CSES). Operacionalizamos as variáveis a partir da construção de escalas de antielitismo e de pluralismo e adotamos a percepção da corrupção como parte do fenômeno de rejeição às elites políticas. Encontramos que o (anti)pluralismo foi um melhor preditor do voto nessas eleições em relação ao antielitismo e à corrupção, sugerindo que a disputa entre valores mais e menos liberais-progressistas esteve no centro do debate político em todos os países estudados.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Valeria Cabreira Cabrera, Universidade Estadual de Campinas, Centro de Estudos de Opinião Pública

É doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pesquisadora de pós-doutorado no Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Fabíola Brigante Del Porto, Universidade Estadual de Campinas, Centro de Estudos de Opinião Pública

É doutora em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pesquisadora no Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Downloads

Publicado

2023-04-28

Como Citar

Cabrera, V. C., & Brigante Del Porto, F. (2023). Populismo-autoritário de direita? : Antielitismo, pluralismo e voto em eleições presidenciais em democracias americanas. Revista Debates, 17(1), 85–109. https://doi.org/10.22456/1982-5269.129117