O processo de apagamento da simbologia do cais

os casos do Cais Estelita (PE) e Mauá (RS)

Autores

Palavras-chave:

Cais, Direito à cidade, Movimentos sociais, Acesso democrático

Resumo

Trata-se de estudo de dois casos nos quais são concebidos empreendimentos para áreas que antes eram públicas e que passaram por processo de alienação e/ou concessão à iniciativa privada. Ambos eram antigos cais e, portanto, localizados em orla, hoje objeto de desejo das construtoras para edificações de alto luxo. As construções reminiscentes nas áreas têm expressivo valor simbólico para a população e, em vista disso, sofrem um processo de apagamento, que ocorre da conjunção entre poder público e poder econômico, para justificar e facilitar a sua privatização. O objetivo do artigo é a análise dos processos que envolveram estes dois casos, do ponto de vista das ações do poder púbico e da resistência da sociedade civil. Para isso, serão analisados aspectos deste apagamento e os elementos de resistência trazidos pelos movimentos sociais, apontando algumas estratégias para assegurar o acesso democrático da população aos bens culturais, bem como o direito à cidade.

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Biografia do Autor

André Huyer, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Arquiteto e Urbanista, UFRGS/1985; Especialista em Patrimônio Cultural em Centros Urbanos, UFRGS/2007; Mestre e Doutor em Planejamento Urbano e Regional, UFRGS/2010 e 2016. Associado Efetivo do Instituto Histórico de São Leopoldo - IHSL. Arquiteto e Urbanista estatutário do Ministério Público - RS.

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Publicado

2022-12-16

Edição

Seção

Artigos