O artigo pretende analisar a tradução coletiva do romance Spitzweg (2022; O refúgio da arte, 2025), do escritor alemão Eckhart Nickel. Entre informações sobre o romance e a história do processo de tradução, queremos abordar aspectos hermenêuticos, léxicos e sintáticos da tradução. O objetivo foi a preservação da artificialidade da linguagem e das inúmeras referências intertextuais à cultura clássica e pop, para que o leitor brasileiro pudesse seguir ao máximo os caminhos que o romance fornece. Pretende-se justificar as estratégias de tradução em coletivo e dar exemplos das decisões que foram tomadas, situando as decisões entre os polos clássicos de domesticação e estrangeiridade.