O presente artigo realiza uma leitura comparada de duas obras do período Tempestade e Ímpeto - o Diário de Minha Viagem no Ano 1769 e Os Sofrimentos do Jovem Werther - tendo como ponto de referência o fenômeno conhecido por Dor do Mundo. Centrado na relação e troca intelectual entre Johann Gottfried Herder e Johann Wolfgang Goethe, propõe-se o cruzamento de suas obras e biografias de forma a mostrar que o fenômeno de fuga da época é, na verdade, a manifestação estética de um movimento que a própria sociedade dos territórios de língua alemã do século XVIII começava a experimentar. Através da análise dos pilares do movimento, quais sejam, a formação de um novo público leitor, a relação controversa com a Aufklärung, a fuga à Natureza e a valorização e criação de uma relação com o sentimento, ver-se-á que as angústias de ambos os autores são manifestações típicas de sua posição social.