O presente artigo tem como objetivo analisar a representação da imigração alemã no romance
A ferro e Fogo: I. Tempo de Solidão, de Josué Guimarães. A narrativa ficcional acontece nos primeiros
anos da imigração alemã no sul do Brasil (1825). A análise está pautada em três pontos: a relação de
imigrantes alemães com outros grupos étnicos (a saber, negros escravizados, índios e castelhanos), a
representação da mulher na narrativa (principalmente em relação ao poder de dominação e às
diferenças étnicas) e, por último, as questões políticas e religiosas. Imigrantes alemães eram obrigados
ou simplesmente destinados a um lado político, a uma determinada religião. Pelo posicionamento político,
acabavam destinados à frente de batalhas em guerras. Na obra de Josué Guimarães podemos ver os
dois lados da imigração alemã: a chegada sofrida com inúmeras dificuldades enfrentadas pelos
imigrantes e também o aproveitamento que muitos fizeram da política governamental de
embranquecimento da população brasileira. Através desta análise procura-se entender também o papel
do descendente de imigrantes alemães na contemporaneidade.
Palavras-chave: Imigração alemã; Literatura Comparada; Literatura Brasileira.