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Artigos

v. 9 n. 2 (2021)

Aproximações entre as narrativas testemunhais nas obras de Inge Scholl e Uwe Timm

Enviado
19 maio 2022
Publicado
19.03.2023 — Atualizado em 25.03.2023
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Resumo

O presente artigo propõe-se a comparar as narrativas testemunhais dos autores Uwe Timm, no livro À sombra de meu irmão: As marcas do nazismo e do pós-guerra em uma família alemã, e de Inge Scholl, em A Rosa Branca, sob a ótica do papel da influência da Segunda Guerra Mundial, que ainda afeta não só os participantes diretos, mas também indiretos e seus descendentes ainda muito tempo depois do fim do conflito. As formas de recuperação da memória e a visita aos fatos passados, não somente vividos pelos irmãos, mas também pelos narradores e seus contemporâneos, nos trazem uma perspectiva crítica dos acontecimentos e da visão dos irmãos e das famílias sobre os acontecimentos. Enquanto, durante o nazismo, o irmão de Uwe Timm foi considerado um herói, já os irmãos Scholl, executados sumariamente pelo regime, transformaram-se em mártires por terem lutado para resistência. As marcas dos acontecimentos na vida de Inge e Uwe não se deixam transparecer da mesma forma: sabemos que Inge foi presa por causa dos irmãos, mas nada mais que isso. Já sobre Uwe, o livro À sombra de meu irmão trata mais dele do que do irmão: questões como a preferência do pai por Karl Heinz e o orgulho que sentia pelo filho mais velho aparecem a todo momento na narração de Timm. O estudo será amparado nos estudos de Sebald e Seligmann-Silva sobre a dificuldade em recuperar a lembrança do trauma. Nos apoiamos ainda em Benjamin e Galle para esta questão. Bosi e LaCapra ajudam no entendimento da memória no âmbito familiar, bem como as relações intrafamiliares. Ainda na questão da memória, também há referência a Halbwachs, Straub e Nora.

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