O artigo traz um estudo das vanguardas, tais como elas foram apresentadas ao leitor
brasileiro por algumas das primeiras histórias da literatura alemã escritas em língua portuguesa.
Três histórias brasileiras da literatura alemã (KOHNEN, 1948; CARPEAUX, 1967; ROSENFELD,
1993) são confrontadas com definições teóricas e textos historiográficos mais recentes, levando-
se em consideração tópicos referentes às vanguardas, como origens, período de vigência,
características inerentes e autores relevantes. De 1948 até cerca de 1970, período em que as
três histórias foram escritas, percebe-se um crescimento na valorização das vanguardas e uma
maior complexidade em sua apresentação. O fato pode ser atribuído a um desenvolvimento dos
estudos de língua e literatura alemã no Brasil da década de 1960, bem como à formação mais
ampla dos historiadores, que é visível em suas produções e biografias.
PALAVRAS-CHAVE: Vanguardas; literatura alemã; historiografia literária.