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Artigos

Vol. 17 N.º 28 (2022): Modelagens do passado literário dentro e fora da ficção no século XIX

RASURAS NA TRADIÇÃO DA ESCRITA DA HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA BRASILEIRA OITOCENTISTA: ABREU E LIMA, ÁLVARES DE AZEVEDO, MACHADO DE ASSIS

DOI
https://doi.org/10.22456/2594-8962.126319
Enviado
agosto 1, 2022
Publicado
2023-01-12

Resumo

Neste ensaio, elegemos três autores que, em momentos distintos e por razões diversas, destoam do tom de seus contemporâneos na tentativa de delinear as bases da historiografia literária e as diretrizes para a composição e recepção da literatura brasileira: José Inácio de Abreu e Lima, Manuel Antônio Álvares de Azevedo, Joaquim Maria Machado de Assis. Os textos de Abreu e Lima e de Álvares de Azevedo, coincidindo cronologicamente com a leva dos primeiros estudos de orientação romântica, problematizam o enlace entre ufanismo e nacionalismo, marca norteadora da escrita epocal da produção nacional. Já os de Machado superam tanto a perspectiva romântica quanto a de seus contemporâneos, a geração que se formou a partir das décadas 60 e 70 do século XIX, mas que alcançou uma melhor sistematização de suas ideias nos anos 1880. Nessa fase pós-romântica, sem aderir ao credo cientificista da geração de 1870 que, respaldado em sistemas de pensamento como o positivismo, o evolucionismo, o determinismo, reviu o princípio da cor local, pretendendo desenvolver uma abordagem analítica e objetiva da literatura, o pensamento crítico de Machado de Assis constitui uma “singular ocorrência”, ao defender que a nacionalização das expressões literárias não se configuraria por retratar elementos externos.

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