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Artigos

Vol. 14 No. 21 (2019): O sujeito e a escritura: literatura, memória e imaginário nas literaturas em lingua portuguesa

Mia Couto: "Vinte e Zinco" – ou “O Gozo da História”...

DOI
https://doi.org/10.22456/2594-8962.94337
Submitted
July 8, 2019
Published
2019-07-08

Abstract

A minha leitura de Vinte e Zinco – um romance do escritor moçambicano Mia Couto – debate as questões políticas e culturais relacionadas, não apenas com a ditadura de Salazar e de Marcelo Caetano, mas também com o regime colonial português em Moçambique. Partindo de uma análise das implicações do título, nela se examinam, com particular atenção, não apenas a modelação das personagens mais diretamente afectadas pelo poder instituído, mas também a daquelas mais próximas da instância da escrita. É no retraçar dos contornos desse perfilar que deparamos com uma alegoria do poder reveladora, não apenas da sua extrema crueldade e sua violência, mas também da sua decadência e da sua profunda desorientação. Da figura trágica de Lourenço de Castro emergirá, então, o foco ordenador de toda esta construção ficcional.

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