No sentido de contribuir para o estudo dos liames entre biografia e obra concernentes a Fernando Pessoa, o texto busca destrinçar a maneira como a literatura participa da relação amorosa do fundador de Orpheu com Ophélia Queiroz. Dois de seus heterônimos transitam ativamente nela, e um personagem shakespeareano, nascido desse específico relacionamento, ingressa na epistolografia como uma outra pessoa ficcional. Interessa também observar a maneira como estas cartas comparecem na obra poética de Pessoa, ao menos enquanto engendrados ecos biográficos.
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