“Escrevivência”: reconhecimento e ancestralidade negra na criação do espetáculo teatral Sankofa: Memória Afetiva

recognition and black ancestry in the creation of the theatrical performance SANKOFA: Affective Memory

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.22456/2236-3254.154329

Résumé

Ao articular o conceito de “Escrevivência”, formulado por Conceição Evaristo, à experiência de criação do espetáculo teatral SANKOFA: Memória Afetiva, esta escrita estabelece uma interlocução entre teoria e prática artística, buscando uma conexão com a ancestralidade negra e reafirmando a presença da cultura afro-diaspórica no campo das artes cênicas brasileiras. Tendo como principal referência teórica e metodológica a obra “Escrevivência: a escrita de nós” (2020), o estudo analisa como o conceito de “Escrevivência” pode operar como dispositivo poético, político e pedagógico no processo criativo. O resultado teórico-prático evidencia a potência desse conceito na construção, criação e produção de uma cena teatral afro-referenciada, na qual memória, afetividade e experiência coletiva constituem fundamentos estéticos e epistemológicos antirracistas.

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Bibliographies de l'auteur

Andre Luis Rosa, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Maringá/PR, Brasil

André Rosa transita entre a cena e o audiovisual expandido, a pedagogia e os saberes anticoloniais. Artista e pesquisador das Artes da Cena e das Imagens em Movimento. É docente na Licenciatura em Teatro da Universidade Estadual de Maringá. Doutor em Estudos Artísticos – Estudos Teatrais e Performativos ­– pela Universidade de Coimbra/Portugal. Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Licenciado em Educação Artística com Habilitação Plena em Artes Cênicas pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).  Seu percurso como docente e pesquisador de teatro, dança e performance inclui a UFBA, UFS, UFSM e UFRGS. Trabalha há quase 30 anos com as artes da cena, atuando em mais de 30 espetáculos e produções audiovisuais. Fundou o Movimento Sem Prega (Brasil/Portugal) e o Núcleo de Estudos e Criação Cênico-Visual (CNPq/UEM), ambos investigam as dimensões culturais, políticas, espirituais, sexuais/gendéricas e linguísticas, funcionando como uma estrutura laboratorial nômade em arte, educação e mediações tecnológicas. Apresentou seus trabalhos cênicos e ministrou oficinas e masterclass em mostras e festivas no Brasil, Canadá, Portugal, Espanha, Bélgica e Grécia. Possui publicações de livros, e escritos em revistas e periódicos nacionais e internacionais.

Hérick de Souza Justino, Universidade Estadual de Maringá - UEM, Maringá/PR, Brasil

É multiartista, professor e pesquisador na área do teatro licenciando Artes Cênicas na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Participou de diversas criações teatrais, como contrarregra, diretor e ator em eventos como: Festival Afro- Brasileiro de Maringá, Festival Literário de Cianorte (Flicia), Mostra Integrada de Licenciatura em Artes Cênicas (MILTe), entre outros. Seu foco de trabalho é a pesquisa, atuação, produção e criação cênica com uma abordagem que mescla sua vivência pessoal como pessoa negra, a literatura, a arte e a educação.

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Publiée

2026-08-31

Comment citer

Rosa, A. L., & Justino, H. de S. (2026). “Escrevivência”: reconhecimento e ancestralidade negra na criação do espetáculo teatral Sankofa: Memória Afetiva: recognition and black ancestry in the creation of the theatrical performance SANKOFA: Affective Memory. Revista Cena, 44(3). https://doi.org/10.22456/2236-3254.154329

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