CORPO MOTRIZ E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA: elaborações de resistência ao neoliberalismo
Palavras-chave:
Formação, teoria crítica, psicanálise, subjetividade, dança-teatroResumo
O presente ensaio aborda o corpo enquanto núcleo da experiência formativa, articulando a dança-teatro de Pina Bausch, a teoria crítica de Theodor Adorno e a psicanálise lacaniana. Parte-se da compreensão do corpo como mediação entre sujeito e mundo, em que a corporeidade se configura como espaço de inscrição das tensões sociais que incidem sobre a subjetividade. O objetivo do presente ensaio é questionar se, ao recuperar a dimensão sensível do sujeito e a potencialidade expressiva do corpo é possível afirmar a possibilidade de abertura de um espaço subjetivo para a contestação da semiformação e da massificação. A metodologia adotada toma o próprio conceito como objeto empírico, conjugando na sua constituição elementos do modo como a realidade se ordena. Os conceitos de corpo, gesto e semiformação são mobilizados de modo a sustentar uma definição de experiência estética que se apresente com horizonte crítico capaz de orientar futuras investigações no campo das subjetividades contemporâneas.
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