PERSPECTIVAS BRASILEIRAS NA CONVERGÊNCIA ENTRE O SISBIN E A ZOPACAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.41295Palavras-chave:
SISBIN, ZOPACAS, Inteligência, Atlântico Sul, Segurança InternacionalResumo
O Brasil propôs com êxito, em 1986, a criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), reunindo Países da
América do Sul e África, visando evitar a propagação de armamento nuclear e de destruição em massa na região e sua consequente militarização. Em 1999, foi criado o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) como parte de um processo de democratização da sociedade brasileira. Porém, considerando os respectivos contextos históricos e institucionais dessas duas iniciativas, não há, ainda, uma efetiva convergência entre ambas. De um lado, há uma diversidade de interesses por vezes conflitantes entre os Países que compõem a Zona de Paz, em suas demandas internas e externas de cada uma dessas sociedades; e de outro, da perspectiva brasileira, o SISBIN ainda não reflete uma ação integrada do Brasil na área da Inteligência Estratégica na área externa ao País, em particular no Atlântico Sul.