De Família, Charque e Inquisição se fez a trajetória dos Pinto Martins (1749-1824)

Autores/as

  • Otaviano Vieira Junior

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.18931

Palabras clave:

Charqueadas, Inquisição, Ceará, Rio Grande do Sul, Elite

Resumen

Este trabalho apresenta as estratégias adotadas por quatro irmãos que saíram pobres de Portugal e fizeram fortuna no Brasil. Os Pinto Martins, filhos de um cavador de poços, construíram riquezas fundamentalmente a partir do comércio e da charqueada, apoiados num circuito comercial que envolvia as capitanias de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul. Durante toda a segunda metade do século XVIII e as primeiras décadas do XIX, esses irmãos traçaram uma história de enriquecimento fundada nas relações de parentesco, nas alianças e compromissos mútuos. A família foi base de sustentação para que eles se efetivassem como homens bons, detentores de patentes militares, contratos reais e membros leigos do Tribunal do Santo Ofício de Lisboa.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Otaviano Vieira Junior

Professor da Faculdade de História da Universidade Federal do Pará (UFPA),Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq).

Citas

ARAÚJO, Emanuel. Tão Vasto, Tão Ermo, Tão Longe: o Sertão e o Sertanejo nos Tempos coloniais. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). Revisão do Paraíso. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p.45-92.

ASSUNÇÃO, Paulo e FRANCO, José Eduardo. As Metamorfoses de um Polvo. Lisboa: Prefácio Editora, 2004.

BETHENCOURT, Francisco. História das Inquisições. Lisboa: Circulo de Leitores, 1994.

CALAINHO, Daniela. Em Nome do Santo Ofício. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, dissertação de mestrado em História, 1992, 192 p.

CALAINHO, Daniela. Agentes da Fé. Bauru, SP: EDUSC, 2006a.

CALAINHO, Daniela. Pelo Reto Mistério do Santo Ofício: falsos agentes inquisitoriais no Brasil colonial. In: VAINFAS, Ronaldo; FEITLER, Bruno e LAGE, Lana. A Inquisição em Xeque. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, FAPERJ, 2006b, p. 87-96.

CROSSETTI, Vanda. O Escravismo no Rio Grande do Sul – século XIX. In:

QUEVEDO, Júlio (Org.). Rio Grande do Sul 4 séculos de História. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999.

FRAGOSO, João. Homens de Grossa Aventura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

____ et al. O Antigo Regime nos Trópicos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

____. Potentados coloniais e circuitos imperiais: notas sobre uma nobreza da terra, supracapitanias, nos setecentos. In: MONTEIRO, Nuno et al. Optima Pars. Lisboa: ICS, 2005, p. 133-68.

____ et. al. Nas Rotas do Império. Vitória: Edufes, Lisboa: IICT, 2006.

GUTIERREZ, Ester. Negros, Charqueadas & Olarias. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, dissertação em História, 1993, 281p.

HEINZ, Flávio (Org.). Por outra história das elites. Rio de Janeiro: FGV, 2006.

HIGGS, David. Comissários e Familiares da Inquisição no Brasil aos Fim do Período Colonial. In: NOVINSK, Anita e CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. Inquisição: Ensaios sobre Mentalidade, Heresias e Arte. São Paulo: Edusp, 1992, p. 374-407.

MELLO, Evaldo Cabral de. O Nome e o Sangue. Rio de Janeiro: TopBooks, 2000.

MONTEIRO, Nuno. Elites e Poder. Lisboa: ICS, 2003.

NOBRE, Geraldo. As Oficinas de Carne do Ceará. Fortaleza: Gráfica Editorial Cearnse, 1977.

OLIVEIRA, Almir Leal. A Dimensão Atlântica da Empresa do Charque: o Ceará e as dinâmicas do mercado colonial (1767-1783). In: Anais Eletrônicos do I Encontro Nordestino de História Colonial, João Pessoa, UFPB, 2006.

RIBEIRO Jr., José. Colonização e Monopólio no Nordeste Brasileiro. São Paulo, HUCITEC, 1976.

SCOTT, Ana Silvia Volpi. Famílias, Formas de União e Reprodução Social no Noroeste Português (séculos XVIII e XIX). Guimarães: NEPS/Univ. do Minho, 1999.

SIQUEIRA, Sonia. A Inquisição Portuguesa e a Sociedade Colonial. São Paulo: Ed. Ática, 1978.

SOUZA, Laura de Mello. O Sol e a Sombra. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.

TORRES, José Veiga. Da Repressão Religiosa para a Promoção Social: a Inquisição como instância legitimadora da promoção social da burguesia. Revista de Ciências Sociais, Lisboa, n. 40, 1994, p. 109-135.

WADSWORTH, James. In The Name Of The Inquisition:The Portuguese Inquisition And Delegated Authority In Colonial Pernambuco, Brazil. In: The Americas: v. 61, n.1, July, 2004, p. 19-54.

VAINFAS, Ronaldo (Org.). Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.

VIEIRA Jr., Antonio Otaviano. Entre Paredes e Bacamartes: história da família no Sertão (1780-1850). Fortaleza: Fund. Demócrito Rocha, São Paulo: HUCITEC, 2004.

____. A Inquisição o Sertão. Fortaleza: Fund. Demócrito Rocha, 2008.

Publicado

2009-12-30

Cómo citar

Junior, O. V. (2009). De Família, Charque e Inquisição se fez a trajetória dos Pinto Martins (1749-1824). Anos 90, 16(30), 187–214. https://doi.org/10.22456/1983-201X.18931