Corpo ameríndio, alianças luso-indígenas e a imagem de uma nação unificada nas obras de Inezil Penna Marinho (1940-1952)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1983-201X.145438Palabras clave:
identidade nacional, indígenas, Educação FísicaResumen
A partir de 1930, e com maior ênfase após 1937, com a instauração do Estado-Novo, a política varguista redefiniu a miscigenação como um traço distintivo da identidade brasileira. Nesse processo, investiu esforços na incorporação do elemento indígena ao discurso da nacionalidade, como uma estratégia para fortalecer a imagem de um Brasil coeso e sem barreiras étnico-raciais. À luz do cenário da época, este artigo analisa as representações divulgadas por Inezil Penna Marinho acerca do corpo ameríndio e das interações estabelecidas entre indígenas e portugueses no período colonial, aproximando tais percepções das discussões sobre a identidade nacional que ganharam força a partir do Estado-Novo. Figura relevante no campo da Educação Física e filiado ao regime estado-novista, Marinho deixou gravadas essas concepções nas publicações nas quais reescreveu as memórias da Educação Física, valendo-se, para tanto, da recuperação de práticas corporais do passado colonial brasileiro. No que toca às fontes, foi realizada uma releitura de parte das obras do autor, principalmente, daquelas que abordam a História da Educação Física no Brasil.
