Serving the empire and the nation: Indian labor and ethnic boundaries in Espírito Santo (1822-1860)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1983-201X.18936Keywords:
Indians, Labor, Ethnic boundaries, City government, Espírito Santo provinceAbstract
The paper intends to analyze Indian’s political and social organization within the province of Espírito Santo and the process of recruiting Indian labor force to work for the State during the first half of the 19th century. Our reflection has two major objectives: 1) analyze the political-administrative system that controlled Indian labor, identifying the places and kinds of jobs performed by them, the main civil and military authorities responsible for Indian issues, and the themes and issues that were currently debated by the Indians, who were being recruited to the imperial and national service; 2) consider the impact this political-administrative system created to recruit Indian labor had in the reproduction of ethnic boundaries between Indian and “other” inhabitants within the province.
Downloads
References
ALMADA, V. Escravismo e transição: o Espírito Santo. Rio de Janeiro: Graal, 1984.
ALMEIDA, M. R. C. Metamorfoses indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2003.
ALMEIDA, R. H. de. O diretório dos índios: um projeto de “civilização” no Brasil do século XVIII. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1997.
BARTH, F. Grupos étnicos e suas fronteiras. In: POUTIGNAT, Philippe; STREIFFFENART, J. (Org.). Teorias da etnicidade. São Paulo: Fundação Editora da Unesp, p. 185-227, 1998.
COUTINHO, D. J. C. da S. Apontamentos secretos sobre a visita de 1811 e 1812. Vista de 1819-1820. In: NEVES, L. G. S. (Org.). O Espírito Santo em princípio do século XIX: apontamentos feitos pelo bispo do Rio de Janeiro à capitania do Espírito Santo nos anos de 1812 e 1819. Vitória: Estação Capixaba e Cultural – ES, p. 43-155, 2002.
CUNHA, M. C. da. Política indigenista no século XIX. In: CUNHA, M. C. da (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: Fapesp, p. 115-174, 1992.
DOMINGUES, A. Quando os índios eram vassalos: colonização e relações de poder no Norte do Brasil, na segunda metade do século XVIII. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2000.
FRAGOSO, J.; GOUVEA, M. de F.; BICALHO, M. F. (Org.). O antigo regime nos trópicos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
HESPANHA, A. M.; XAVIER, A. B. A representação da sociedade e do poder. In:
MATTOSO, J. (Dir.). História de Portugal: o Antigo Regime (1620-1807). Lisboa: Editorial Estampa, p. 121-156, s. d.
LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro; Lisboa: Livraria Portugália, 1945.
MATTOS, I. M. de. Civilização e revolta: os botocudos e a catequese na província de Minas. Bauru: Edusc, 2004.
MONTEIRO, J. M. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
______. Tupis, tapuias e historiadores. Tese (Livre-Docência). Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2001.
MONTEIRO, N. G. Os conselhos e as comunidades. In: MATTOSO, J. (Dir.). História de Portugal: o Antigo Regime (1620-1807). Lisboa: Editorial Estampa, p. 303-331, s. d.
MOREIRA,V. M. L. Índios no Brasil: marginalização social e exclusão historiográfica. Diálogos Latino-americanos, n. 3, p. 87-113, 2001.
______. Caboclismo, vadiagem e recrutamento militar entre as populações indígenas do Espírito Santo (1822-1875). Diálogos Latino-americanos, n. 11, p. 94-120, 2005.
______. História, etnia e nação: o índio e a formação nacional sob a ótica de Caio Prado Júnior. Memoria Americana, n. 16, v. 1, p. 63-84, 2008.
MOREIRA NETO, C. de A. Os índios e a ordem imperial. Brasília: CGDOC/Funai, 2005.
PRADO JÚNIOR, C. Formação do Brasil contemporâneo. 11. ed. São Paulo: Brasiliense, 1971.
RELATORIO com que o Exm. Sr. Barão do Itapemirim, Primeiro Vice-Presidente da província do Espirito Santo entregou a administração da mesma ao Exm. Snr. Dr. Jose Mauricio Fernandes Pereira de Barros no dia 8 de março de 1856. Victoria: Typographia Capitaniense de P. A. d’Azeredo, 1856. Disponível em http://brazil.crl.edu/bsd/bsd/u129/000002.html Acesso em 1 de mar. 2010.
RELATORIO com que o Exm. Sr. Presidente da Provincia do Espirito Santo o Doutor Jose Mauricio Fernandes Pereira de Barros passou a administração da Provincia, ao Exm. Sr. Comendador Jose Francisco de Andrade Monjardim Segundo Vice-presidente no dia 13 de fevereiro de 1857. Victoria: Typ. Capitaniense de P. A. d’Azeredo, 1857. Disponível em http://brazil.crl.edu/bsd/bsd/u131/000002.html Acesso em 1 de mar. 2010.
RUBIM, F. A. Notas, apontamentos e notícias para a história da província do Espírito Santo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, n. 22, p. 161-348, 1856.
SAINT-HILAIRE, A. de. Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo: Edusp, 1974.
SALETO, N. Transição para o trabalho livre e pequena propriedade no Espírito Santo. Vitória: Edufes, 1996a.
______. Trabalhadores nacionais e imigrantes no mercado de trabalho do Espírito Santo. Vitória: Edufes, 1996b.
SAMPAIO, P. M. M. Espelhos partidos: etnia, legislação e desigualdade na colônia. Sertões do Grão-Pará, c.1755-c.18234. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2001.
URICOECHEA, F. O minotauro imperial: a burocratização do Estado patrimonial brasileiro no século XIX. Rio de Janeiro: Difel, 1978.
VASCONCELLOS, I. A. de. Memoria statistica da província do Espírito Santo escrita no anno de 1828. Vitória: Arquivo Público Estadual, 1978.
