Uma conversa com o historiador Odilon Caldeira Neto sobre integralismo, bolsonarismo e fascismos: pontos de diálogo da extrema direita brasileira
DOI:
https://doi.org/10.22456/1983-201X.137314Keywords:
Fascismo, Integralismo, BolsonarismoAbstract
Em 2020, o integralismo, movimento de extrema direita de matriz fascista, retornou às manchetes após um atentado contra uma produtora. Nunca tendo desaparecido, mas se fragmentado com a morte de Plínio Salgado, o integralismo possui pontos de interseção e diálogo com outros movimentos de extrema direita, como o bolsonarismo e o próprio nazifascismo.
Historiador da extrema direita brasileira, Odilon Caldeira Neto trabalha há mais de uma década principalmente sobre o neofascismo e a extrema direita, inclusive o neointegralismo. Para ele, a morte de Salgado fragmentou o movimento de modo a dividi-lo em distintas correntes, em permanente tensão. Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e coordenador do Observatório da Extrema Direita, Caldeira Neto publicou, no mesmo ano do atentado, O fascismo em camisas verdes, junto do também professor da UFJF Leandro Pereira Gonçalves. Nele, traz uma genealogia do movimento, de suas origens ao contemporâneo, por meio de uma linguagem acessível ao grande público.
