“Que me importa que o governo recolha o meu dinheiro à caixa econômica, se eu tenho que morrer na prisão!?” contestações e resistências ao regime penitenciário da Casa de Correção de Porto Alegre (1897-1930)

Autores

  • Tiago da Silva Cesar

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.131991

Palavras-chave:

Casa de Correção de Porto Alegre, regime penitenciário, trabalho penal, presos, contestações e resistências

Resumo

A implementação do trabalho penal, a partir de uma lógica industrial, transformou as oficinas da Casa de Correção de Porto Alegre, entre 1897 e 1930, numa das mais importantes fábricas do Rio Grande do Sul. Recebendo investimentos e proteção especial do governo estadual, a produção e venda de suas manufaturas ultrapassaram rapidamente as fronteiras regionais e, inclusive, nacionais. Esse êxito econômico provocou, como era de se esperar, uma ampla defesa do regime penitenciário adotado, não apenas pelos seus principais idealizadores e autoridades, mas também por entusiastas e instituições de fora do círculo castilhista. Não obstante, e apesar dos encomiásticos elogios suscitados, a proposta aqui é analisar as práticas e discursos que desafinavam, quando não contestavam diretamente a versão oficial, baseada na ideia de uma suposta índole ordeira, obediente e submissa dos presos à ordem e regime penal imposto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2024-07-29

Como Citar

da Silva Cesar, T. (2024). “Que me importa que o governo recolha o meu dinheiro à caixa econômica, se eu tenho que morrer na prisão!?” contestações e resistências ao regime penitenciário da Casa de Correção de Porto Alegre (1897-1930). Anos 90, 31, e2024005. https://doi.org/10.22456/1983-201X.131991

Edição

Seção

Artigos