Uma "justiça sem Lei" e corporativa: o Brasil de Vargas e a criação da Justiça do Trabalho

Autores

  • Luciano Aronne Abreu Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.39683

Palavras-chave:

Corporativismo, Justiça do Trabalho, Oliveira Viana, Autoritarismo, Sociologia jurídica

Resumo

É frequente entre os historiadores brasileiros a visão de que a Era Vargas introduziu no Brasil um regime autoritário e nacionalista, inspirado especialmente no corporativismo fascista italiano. De outro lado, é também frequente entre os historiadores a opinião de que seus princípios corporativos não teriam sido completamente adotados pelo governo brasileiro, mas foram simples instrumentos para a dominação de classes. A esse respeito, sem negar a influência italiana e seu evidente caráter de dominação e instrumento de manutenção da ordem social, tem-se por objetivo analisar a legislação social e trabalhista da Era Vargas a partir de suas influências da sociologia jurídica americana, frequentemente negligenciada pela historiografia. Nesse sentido, são representativas as obras "Problemas de Direito Corporativo (1938)" e "Problemas de Direito Sindical (1943)", de Oliveira Viana.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luciano Aronne Abreu, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da PUCRS. Doutor em História Latino-Americana pela UNISINOS.

Referências

CARDOSO, Adalberto. Estado Novo e Corporativismo. In Locus: Revista de História. Juiz de Fora, v. 13, n. 2, 2007.

DIEHL, Autor Antônio. Estado Novo: Corporativismo e Círculos Operários. Revista de Estudos Ibero-Americanos, Porto Alegre, v. 13, n. 1, p. 19-35, 1987.

DINIZ, Eli. Engenharia Institucional e Políticas Públicas: dos Conselhos Técnicos às Câmaras Setoriais. In Dulce Pandolfi (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV, 1999.

MANOILESCO, Mikhail (trad. de Azevedo Amaral). O Século do Corporativismo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938.

POUND, Roscoe. An Introduction to the Philosophy of Law. New Haven: Yale University Press, 1922. Accessible in Online Library of Liberty: http://oll.libertyfund.org (pdf version).

NUNES, Edson. A Gramática Política do Brasil: clientelismo, corporativismo e insulamento burocrático. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

ROMITA, Arion. Justiça do Trabalho: produto do Estado Novo. In Dulce Pandolfi (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV, 1999.

SOUZA, Francisco Martins de. Raízes Teóricas do Corporativismo Brasileiro. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1999.

STEPAN, Alfred. Estado, Corporativismo e Autoritarismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

VIANA, Luiz Werneck. Liberalismo e Sindicato no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

VIANA, Oliveira. Populações Meridionais do Brasil. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia., 1920.

______________. Problemas de Direito Corporativo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938.

______________. O Idealismo da Constituição. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1939, 2ª Ed.

______________. Problemas de Direito Sindical. São Paulo: Coleção de Direito do Trabalho. Gráfica Editora Brasileira, 1943.

VIEIRA, Evaldo. Autoritarismo e Corporativismo no Brasil: Oliveira Viana & Companhia. São Paulo: Cortez, 1981.

Downloads

Publicado

2013-06-06

Como Citar

Abreu, L. A. (2013). Uma "justiça sem Lei" e corporativa: o Brasil de Vargas e a criação da Justiça do Trabalho. Anos 90, 21(39), 285–310. https://doi.org/10.22456/1983-201X.39683