DESAFIOS LINGUÍSTICOS E EDUCACIONAIS NA TRIPLICE FRONTEIRA (BRASIL, ARGENTINA E PARAGUAI):

reflexões sobre a influência colonial e neoliberal

Autores

Palavras-chave:

América Latina; neoliberalismo; comunicação; bilinguismo.

Resumo

Entre os desafios educacionais da região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) destacam-se, sobretudo, aqueles oriundos de impactos políticos – influenciados por políticas neoliberais e heranças coloniais; e os de impactos linguísticos – resultado da “interferência linguística”, fenômeno conhecido quando duas ou mais línguas são utilizadas em sala de aula, neste caso, o português, o guarani e o espanhol. Nesse contexto, as práticas pedagógicas que deveriam abarcar um trabalho intercultural, se resumem exclusivamente ao ensino da Língua Portuguesa. Diante disso, indagamos: Quais políticas, projetos e metodologias estão sendo implementadas nas escolas da região de Foz do Iguaçu, com vistas a atender a diversidade cultural e linguística dos alunos indígenas e imigrantes? Objetivamos compreender, de um modo mais amplo, como as políticas neoliberais e as heranças coloniais afetam a educação e a formação humana dos alunos, para isso, analisaremos algumas políticas públicas, também abriremos espaço para os projetos e metodologias aplicadas nas escolas de Foz do Iguaçu. Optamos pela abordagem qualitativa de investigação, cuja pesquisa caracteriza-se bibliográfica e documental. Quanto ao aporte teórico, sustentamos nossas análises, na Pedagogia Decolonial, a fim de descontruir essa cultura eurocêntrica latente que ainda molda a sociedade e a educação latino-americana, e a Teoria Histórico-Cultural, que defende a linguagem como instrumento indispensável para a formação humana, ou seja, é por meio dela que internalizamos conceitos e moldamos nosso comportamento. Os resultados apontam que os estudantes imigrantes e indígenas enfrentam limitações no sistema educacional brasileiro, de diferentes formas: i) falta profissionais bilíngues para dar apoio em sala de aula; ii) os professores regentes, na maioria das vezes, desconhecem as demais línguas inseridas em sala de aula, e não sabem como trabalhar com elas, dificultando a comunicação e o aprendizado; iii) a diferença linguística afeta a apropriação de conceitos trabalhados em sala e na língua padrão; iv) no estado do Paraná, a lógica neoliberal é fortemente defendida, logo, constata-se um ensino mínimo, voltado a classe trabalhadora, cuja valorização está na padronização do ensino, no uso de plataformas digitais e nos resultados de desempenho, em detrimento a uma política que preze pela inclusão e pelo trabalho intercultural nas escolas.

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Biografia do Autor

Dinéia Ghizzo Neto Fellini, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA-Brasil)

Professora Adjunta de LIBRAS pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Professora e Vice-Coordenadora do Programa Profissional de Pós-Graduação em Educação da UNILA- PPGEDU. Coordenadora da Especialização em GestãoEscolar (EAD/UNILA). Presidente do Fórum das Licenciaturas. Estágio de Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2023-2025). Mestre e Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2011-2013 / 2019 - 2022). Graduada em Educação Física pela Uniguaçú (2002 - 2005). Especialista em Educação Especial (2007) e em Libras (2009). Atua principalmente nas seguintes áreas: Educação (Fundamentos da Educação; Metodologia Cientifica), Educação Física (Fundamentos da Educação Física;Educação Física Escolar) , Educação Especial ( Fundamentos da Educação Especial, AH/SD, Surdez, DI, DF) e LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais. Formada Tradutora Intérprete de Língua de Sinais - TILS, pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (2005).

Ningrith Vertu, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA-Brasil)

Mestranda no Programa de Mestrado Profissional em Educação pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Ensino Superior do Iguaçu (2012) e graduação em Artes Visuais pela UNINTER (2024). É especialista em Gestão Escolar pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em Educação Especial e Inclusiva pela UNINTER e em Psicopedagogia Clínica e Institucional também pela UNINTER.Atua na área da Educação no município de Medianeira do pré ao quinto ano e apoio educacional, possui experiência como professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental, professora no nível superior, tutora em cursos de Educação a Distância (EAD), professora de Educação Especial, pedagoga na Secretaria de Estado da Educação (SEED) e no setor administrativo escolar. Possui nível intermediário de proficiência em Língua Espanhola ministrou palestras sobre Tecnologias Assistivas na Uniguaçu-FAESI (2017) e treinamento para jovens aprendizes sobre ética no trabalho pelo CIEE. Membro do Grupo de Estudos de Políticas Públicas Educacionais do Paraná. (GREPPE). 

Hariane Machado de Cezário, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA-Brasil)

Possui graduação em Pedagogia pelo Centro Universitário Dinâmica das Cataratas(2020), especialização em Educação Infantil pela Faculdade de educação São Luís(2023), especialização em Gestão escolar pela Faculdade de educação São Luís(2024), especialização em Neurociencia aplicada a aprendizagem pelo Centro Universitário Venda Nova do Imigrante(2021) e aperfeicoamento em Atendimento escolar especializado em educação especial e inclusão pela Faculdade de educação São Luís(2023). Atualmente é Professora de educação Infantil da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. Tem experiência na área de Educação.

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Publicado

2025-12-10

Como Citar

Ghizzo Neto Fellini, D., Vertu, N., & Machado de Cezário, H. (2025). DESAFIOS LINGUÍSTICOS E EDUCACIONAIS NA TRIPLICE FRONTEIRA (BRASIL, ARGENTINA E PARAGUAI): : reflexões sobre a influência colonial e neoliberal . Políticas Educativas – PolEd. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/Poled/article/view/149246