CONTRARREGULAÇÃO E RESISTÊNCIA À AVALIAÇÃO PADRONIZADA:
um estudo comparado entre Brasil e Argentina
Palavras-chave:
Avaliação Educacional; Contrarregulação; Políticas Educacionais; Brasil; Argentina.Resumo
Este artigo analisa comparativamente as políticas de avaliação educacional padronizada no Brasil e na Argentina, à luz das reformas educacionais neoliberais e das práticas de resistência entendidas como contrarregulação. O estudo identifica como as avaliações em larga escala — como o SAEB/IDEB no Brasil e o Programa Aprender na Argentina — se consolidaram como instrumentos de controle, padronização e responsabilização no contexto latino-americano, impulsionadas por organismos multilaterais e políticas de gestão tecnocrática. A metodologia utilizada é qualitativa, com base na análise documental e na perspectiva comparativa crítica proposta por Nóvoa (1998). Os resultados evidenciam que, apesar das similitudes estruturais entre os dois países, há formas distintas de resistência protagonizadas por sindicatos, redes de educadores e movimentos sociais, que propõem modelos alternativos de avaliação pautados na gestão democrática, na participação e na emancipação. Conclui-se que a análise comparativa crítica revela as avaliações como instrumentos ideológicos inseridos em projetos políticos mais amplos, sendo indispensável compreendê-las no contexto das disputas por sentidos e finalidades da educação pública na América Latina.
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