CONTRARREGULAÇÃO E RESISTÊNCIA À AVALIAÇÃO PADRONIZADA:

um estudo comparado entre Brasil e Argentina

Autores

Palavras-chave:

Avaliação Educacional; Contrarregulação; Políticas Educacionais; Brasil; Argentina.

Resumo

Este artigo analisa comparativamente as políticas de avaliação educacional padronizada no Brasil e na Argentina, à luz das reformas educacionais neoliberais e das práticas de resistência entendidas como contrarregulação. O estudo identifica como as avaliações em larga escala — como o SAEB/IDEB no Brasil e o Programa Aprender na Argentina — se consolidaram como instrumentos de controle, padronização e responsabilização no contexto latino-americano, impulsionadas por organismos multilaterais e políticas de gestão tecnocrática. A metodologia utilizada é qualitativa, com base na análise documental e na perspectiva comparativa crítica proposta por Nóvoa (1998). Os resultados evidenciam que, apesar das similitudes estruturais entre os dois países, há formas distintas de resistência protagonizadas por sindicatos, redes de educadores e movimentos sociais, que propõem modelos alternativos de avaliação pautados na gestão democrática, na participação e na emancipação. Conclui-se que a análise comparativa crítica revela as avaliações como instrumentos ideológicos inseridos em projetos políticos mais amplos, sendo indispensável compreendê-las no contexto das disputas por sentidos e finalidades da educação pública na América Latina.

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Biografia do Autor

Marina Garcia Lara, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste-Brasil)

Docente colaboradora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), no curso de Administração da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Atua no núcleo de apoio à inovação e gestão da incubadora de empresas UniHub, da mesma universidade. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (PPGE/Unioeste), é integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Política Educacional e Social (GEPPES), onde faz pesquisa na linha de "Educação, Políticas Sociais e Estado". Cursa o último ano de Pedagogia pelo Centro Universitário FAG. Possui graduação em Administração (2017) pelo Instituto Cuiabá de Ensino e Cultura (ICEC) e especialização em Docência no Ensino Superior (2021) pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). É mestra em Antropologia Social (2022) pela Universidade Federal de Mato Grosso (PPGAS/UFMT) na linha de pesquisa "Sociabilidades, Identidades e Subjetividades", onde realizou pesquisas na área de Antropologia da Educação. Atuou como coordenadora pedagógica bilíngue e docente da educação básica, na etapa ensino médio, entre os anos de 2015 e 2022.

Kerlyn Tatiana Schulz Niesvald, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste-Brasil)

É doutoranda em Educação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), onde também obteve o título de mestre em Educação em 2020. Atua como professora no Ensino Fundamental Séries Iniciais na rede municipal de Nova Santa Rosa desde 2003. Possui especialização em História e Região (UNIOESTE, 2005) e em Metodologia da Língua Inglesa (ISEPE, 2005). É graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM, 2012) e em História pela UNIOESTE (2003). 

Ana Karoline Machado, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste-Brasil)

Doutoranda e Mestra em Educação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), na linha de pesquisa em Formação de Professores e Processos de Ensino Aprendizagem. Graduada em Pedagogia: Docência e Gestão pela Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO). Possui especializações em Educação e Tecnologia, Psicopedagogia com ênfase em Educação Especial, e Alfabetização e Letramento. Atualmente, é pós-graduanda em TDAH e Neurociências pela Faculdade Neurosaber. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Formação e Atuação Docente (GEPEFAD/Unioeste) e o Grupo de Estudos em Linguagem e Educação (GELE/UFFS). Atua como Pedagoga na Rede Estadual do Paraná e professora da rede pública de ensino de Laranjeiras do Sul. Desenvolve pesquisas nas áreas de formação e carreira docente, processos de ensino-aprendizagem, engajamento, preocupações, saúde e adoecimento docente.

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Publicado

2025-12-10

Como Citar

Garcia Lara, M., Tatiana Schulz Niesvald, K., & Machado, A. K. (2025). CONTRARREGULAÇÃO E RESISTÊNCIA À AVALIAÇÃO PADRONIZADA:: um estudo comparado entre Brasil e Argentina. Políticas Educativas – PolEd. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/Poled/article/view/148824