O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA (2015-2024)

Autores

Palavras-chave:

políticas educacionais; formação de professores; diretrizes curriculares nacionais; estágio supervisionado.

Resumo

O presente artigo objetiva explorar a discussão sobre Estágio Obrigatório Supervisionado nos cursos de formação de professores e as modificações na concepção e estrutura desse componente nos currículos de cursos de licenciatura por meio da análise das Diretrizes Nacionais Curriculares da última década, abrangendo os anos de 2014 a 2024, ano em que ocorreu a última alteração com a promulgação da Resolução CNE/CP nº 04/2024. Para tanto, é fundamental compreender que as políticas educacionais se apresentam como um campo de disputa de interesses que sustentam visões diferentes de sociedade, Estado e política educacional e que, a partir disso, engendram um conjunto de ações, projetos e programas hegemônicos que configuram a estrutura educacional do Brasil apresentando desafios para a garantia da universalização da educação pública, gratuita e de qualidade. Diante desses pressupostos, foi utilizado o método de pesquisa de abordagem qualitativa de caráter explicativo, o procedimento metodológico de tipo documental e bibliográfico considerando as fontes primárias dos marcos regulatórios que definem a legislação do sistema educacional nacional, especificamente a que trata da formação de professores, seguido de reflexões de pesquisadores da área que discutem as concepções pedagógicas da educação, o modelo educacional na perspectiva de transformação da realidade social e a disputa histórica pela definição da concepção do Estágio Supervisionado Obrigatório. Por fim, concluímos que, o ESO é fundamental na formação dos profissionais do magistério e que sua composição, estrutura e concepção deve estar organizado na matriz curricular dos cursos com o propósito de formar professores pesquisadores, intelectuais críticos e reflexivos, agentes de uma pedagogia da práxis e que a sociedade organizada deve ocupar os espaços de decisão para defender a educação pública do Brasil.

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Biografia do Autor

Márcia Cossetin, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA-Brasil)

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2017), Mestre em Educação (2012), Especialista em História da Educação Brasileira (2008) e Graduada em Pedagogia (2005), pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE. Atualmente atua como Professora Adjunta no Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História - ILAACH - na Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacional e Social - GEPPES/Unioeste/PR e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais - GREPPE/PR-UNILA/Unicamp. É membro da Rede Latino-Americana e Africana de Pesquisadores em Privatização da Educação (ReLAAPPe), da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPED) e Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE). Desenvolve pesquisas na área da Educação, principalmente nos seguintes temas: Estado, Políticas Educacionais, Privatização da Educação e Políticas Públicas para Privados de Liberdade.

Carla Janaina Skorek Branco, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA-Brasil)

Mestranda no Programa de Mestrado Profissional em Educação (PPGEDU) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, graduanda em Licenciatura em Computação pela Universidade Federal Tecnológica do Paraná - Campus Ponta Grossa e especialista em Gestão Pública pela Faculdade Educacional da Lapa. Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais - GREPPE/PR-UNILA (2025-atual). Possui graduação anterior em Fisioterapia pela Faculdade União das Américas. Atualmente é assistente em administração da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, chefe da Secretaria Acadêmica de Apoio às Coordenações do Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza.

Raquel Santos Alves Bispo, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA-Brasil)

Mestranda em Educação pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (2025) e graduada no curso de Geografia Licenciatura no Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território/ILATIT/UNILA (2024). Atualmente atua como professora de geografia da Rede Pública de Ensino do Estado do Paraná (SEED/PR). Integrante do Núcleo de Estudos Estratégicos Ignácio Rangel - NEIR/UNILA (2020-atual) e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais - GREPPE/PR-UNILA (2025-atual). Desenvolve pesquisa na área da Geografia Econômica e Urbana e na área de Educação sobre Políticas Educacionais.

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

Cossetin, M., Skorek Branco, C. J., & Santos Alves Bispo, R. (2025). O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA (2015-2024) . Políticas Educativas – PolEd, 19(2). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/Poled/article/view/149860