Palinotaxonomia da seção cretácea a neogena da Bacia de Pelotas, Brasil: cistos de dinoflagelados da Ordem Peridiniales

Autores/as

  • Eduardo PREMAOR Laboratório de Palinologia Marleni Marques Toigo, Programa de Pós-graduação em Geociências, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Paulo A. SOUZA Laboratório de Palinologia Marleni Marques Toigo, Programa de Pós-graduação em Geociências, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Elizabete P. FERREIRA Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo A. M. Mello, Petrobras.
  • G. Raquel GUERSTEIN Instituto Geológico del Sur, CONICET, Departamento de Geología, Universidad Nacional del Sur.
  • Mitsuru ARAI Centro de Geociências Aplicadas ao Petróleo, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

DOI:

https://doi.org/10.22456/1807-9806.83275

Palabras clave:

palinologia, peridinioides, taxonomia, margem continental brasileira, Cretáceo Superior, Neogeno.

Resumen

Grande parte do conhecimento micropaleontológico da Bacia de Pelotas é referente a microfósseis de parede calcária, o que justifica a necessidade de levantamento sistemático de dados palinológicos. Este trabalho apresenta os resultados palinológicos obtidos a partir da análise de 535 amostras de dois poços perfurados na porção offshore da Bacia de Pelotas, incluindo depósitos do Cretáceo ao Neogeno. Os conjuntos palinológicos reconhecidos são ricos e diversificados, constituídos por esporos (briófitas e pteridófitas), grãos de pólen (gimnospermas e angiospermas), cistos de dinoflagelados, palinoforaminíferos, escolecodontes e esporos de fungos. Como consequência do grande volume de dados gerados, se fez necessário, para efeito de publicação, a compartimentação das informações. Nesta primeira contribuição, cistos de dinoflagelados da Ordem Peridiniales são apresentados, com descrições e fotomicrografias. Dentre os 220 táxons de cistos de dinoflagelados identificados, 76 são referentes à Ordem Peridiniales, compreendendo 31 gêneros, 72 espécies, uma subespécie, além de dois táxons sem determinação específica. Ressaltam-se ainda 24 espécies documentadas pela primeira vez para o Brasil. Considerações bioestratigráficas e paleobiogeográficas são discutidas sinteticamente, tendo como base as associações reconhecidas para o Cretáceo Superior e o Neogeno na margem atlântica americana e regiões próximas ao Círculo Polar Antártico.

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Publicado

2017-05-28

Cómo citar

PREMAOR, E., SOUZA, P. A., FERREIRA, E. P., GUERSTEIN, G. R., & ARAI, M. (2017). Palinotaxonomia da seção cretácea a neogena da Bacia de Pelotas, Brasil: cistos de dinoflagelados da Ordem Peridiniales. Pesquisas Em Geociências, 44(3), 513–536. https://doi.org/10.22456/1807-9806.83275