Petrogênese e Geotermobarometria nos Gnaisses calci-silicáticos da Ponta Grossa, Itapema (SC): evidências de metamorfismo regional de elevado fluxo térmico na região leste do Complexo Brusque
DOI:
https://doi.org/10.22456/1807-9806.146327Palabras clave:
Cinturón Dom Feliciano, Terreno de Tijucas, Complejo Brusque, Petrogénesis, GeotermobarometríaResumen
O Complexo Brusque é constituído por associações metassedimentares de natureza clástica e química, intercaladas com corpos subordinados de rochas metavulcânicas, e constitui a principal unidade do Terreno Tijucas, no estado de Santa Catarina. Os protólitos destas rochas foram depositados em uma bacia ensiálica ou de margem passiva instalada sobre a crosta arqueana-paleoproterozóica do Terreno Luis Alves. Os metabasaltos do complexo apresentam características de toleítos continentais e constituem corpos concordantes com os metasedimentos, sendo interpretados como contemporâneos à sedimentação da bacia precursora. No costão leste da Ponta Grossa, município de Itapema, afloram gnaisses calci-silicáticos com notável bandamento composicional, constituído por níveis contínuos, de espessura milimétrica, com proporções variáveis de hornblenda, biotita, quartzo, plagioclásio, diopsídio, magnetita e ilmenita. Nestas exposições, estão intercalados com níveis de xistos pelíticos com espessuras variadas. A variação composicional em camadas e a alternância entre os componentes minerais sugerem uma origem a partir da mistura entre lama carbonática e cinzas vulcânicas, indicando que parte do vulcanismo do Complexo Brusque pode ter origem subaérea. O bandamento preserva o acamamento plano-paralelo reliquiar (S0) que está concordante com a foliação regional. O desenvolvimento de dobras intrafoliais com formas apertadas a recumbentes registra a transposição da foliação S1 e da S0 e gera uma clivagem de crenulação S2. As análises de química mineral foram realizadas em nível de para-anfibolito e indicaram que o mineral é composto por hornblenda magnesiana e oligoclásio (An20-30). A temperatura de cristalização metamórfica da foliação S2, definida pelo geotermobarometro Pl-Hb nos gnaisses calci-silicáticos é de 628°C, com uma pressão litostática de 2,22 Kbar. Estas condições foram atingidas a partir da transferência térmica originada pela colocação dos corpos magmáticos pertencentes às suítes Valsungana e Nova Trento.
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