Aproximações disciplinares e geografia da Paleontologia brasileira: uma análise da formação acadêmica dos pesquisadores do campo (1945-2024)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1807-9806.145827Palavras-chave:
paleontologia, historiografia bibliométrica, cientometria, paleontologia brasileira, BrasilResumo
Este estudo investigou a formação de paleontólogos no Brasil, analisando dados de currículos Lattes de 1.465 pesquisadores, com o objetivo de caracterizar sua formação ao longo do tempo. A pesquisa, de natureza descritiva e exploratória, empregou métodos cientométricos para analisar a produção científica e a evolução da área. Os resultados indicam um crescimento importante na formação de paleontólogos no Brasil, com um aumento no número de cursos de graduação, mestrado e doutorado. A maioria das formações ocorreu no Brasil (89,61%), com o Sudeste concentrando o maior número de vínculos. As instituições de ensino superior públicas são as que mais formam recursos humanos e desenvolvem pesquisas na área, sugerindo uma dependência de financiamento público. A análise também revelou que as áreas de Ciências Exatas e da Terra e Ciências Biológicas são as mais relevantes para a formação em Paleontologia. O estudo dividiu o desenvolvimento da formação em paleontologia em três períodos: 1940-1969, 1970-1999 e 2000-2024, demonstrando um aumento regular no número de formações ao longo desses períodos, com um pico entre 2000 e 2010. A pós-graduação desempenha um papel fundamental na formação de pesquisadores, com um aumento significativo no número de doutorados ao longo do tempo.
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