O gótico e a escravidão em La Familia del Comendador, de Juana Manso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1981-4526.149135

Palavras-chave:

Romance abolicionista, medo, autoria feminina, raça

Resumo

Este trabalho investiga o romance A família do comendador, publicado em Buenos Aires, em 1854, pela escritora Juana Manso. A elaboração do romance, cujo enredo se passa no Rio de Janeiro, é discutida no âmbito das preocupações e textos com os quais a autora dialogou em seu trânsito por diversos países do continente americano. Observam-se as manifestações do gótico nessa obra, em termos da construção de cenários, personagens, conflitos narrativos, tensão, e a orquestração dessa estética para narrar dilemas de uma sociedade escravocrata e católica. Além disso, o artigo verifica como se manifesta o pensamento abolicionista da autora e como a questão da miscigenação é trabalhada na narrativa. Conclui-se que os lugares comuns do gótico se adaptam bem à proposta de Manso, justamente porque essa estética guarda estreitas relações históricas e culturais com o sistema escravagista, algo também visível no gênero slaves narratives, conforme defende Teresa Goddu (2014).

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Biografia do Autor

Laísa Marra, Universidade Estadual de Campinas

Pesquisadora pós-doc e professora credenciada no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Bolsista PPPD/Unicamp. Doutora em Estudos Literários: Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela UFMG. Mestra em Letras e Linguística pela UFG. Graduação em Letras: estudos literários (UFG). Membro do Grupo de Pesquisa Estudos do Gótico.

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Publicado

2026-03-24

Como Citar

Marra, L. (2026). O gótico e a escravidão em La Familia del Comendador, de Juana Manso . Nau Literária, 18(03). https://doi.org/10.22456/1981-4526.149135

Edição

Seção

SEÇÃO LIVRE