Abelhas, pessoas e uma gata no fim do mundo:
antropoceno e espécies companheiras em A extinção das abelhas, de Natalia Borges Polesso
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.148954Palavras-chave:
Antropoceno, Espécie Companheira, Humano e não humano, Literatura Brasileira ContemporâneaResumo
Este artigo apresenta uma análise do romance A extinção das abelhas, de Natalia Borges Polesso, publicado em 2021, tendo como chave de leitura dois conceitos: antropoceno e espécie companheira. O exame proposto integra a discussão contemporânea, cada vez mais premente, sobre os limites do humano e do não humano na literatura. Nesse sentido, os debates e as tensões conceituais sobre antropoceno alcançam relevância e encontram, na ficção, uma forma legítima de expressão. Entendido por Ailton Krenak (2019) como o período em que os humanos deixam uma marca no planeta que compromete a manutenção da vida, o antropoceno nos faz pensar nessas relações entre humanos e não humanos na medida que destrona a humanidade do lugar que construiu para si mesma. A partir disso, é pertinente relacioná-lo à perspectiva que Donna Haraway (2021) elabora a respeito da espécie companheira, enquanto relações de alteridade estabelecidas entre humanos e os outros seres orgânicos essenciais para a dinâmica da vida. Então, a análise que apresentamos percorre as sendas de uma narrativa em que se expressam vínculos significativos entre humanos e não humanos em um contexto de colapso.
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Referências
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