Vozes do rio, onça, árvore: conversas entre gentes no romance de autoria Tuxá
Voices of the river, jaguar, tree: conversations among people in the novel by Tuxá author
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.148815Palavras-chave:
ecologia, alianças afetivas, O que falam as águas?, Ezequiel Tuxá, literaturas indígenas brasileiras contemporâneasResumo
Os conhecimentos e filosofias dos povos originários por vezes incentivam a construção de uma relação outra entre o ser humano e demais seres vivos. Esse pensamento está presente especialmente nas literaturas de autorias indígenas, que deslocam as representações comuns e pouco valorizadas dos seres não humanos. Levando em consideração a relevância desse processo de reconexão, este trabalho busca analisar como o romance O que falam as águas? (2022), de Ezequiel Vitor Tuxá, representa elementos da natureza e outros animais (rio, árvore e onça) como gente, com voz e corpo, que interage com o protagonista da trama, e se traduz em palavra e imagem, tendo em vista que a obra é ilustrada pelo autor e por Zulmira Correia. A dimensão analítico-crítica do estudo demanda o percurso metodológico de cunho bibliográfico, recorrendo principalmente à produção intelectual indígena (Ailton Krenak, 2018; Graça Graúna, 2013; entre outros). Assim, o trabalho contribui com os debates contemporâneos acerca da forma como a literatura discute questões ecológicas e sobre as potências estético-imaginativas e filosóficas dos romances de autorias indígenas.
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Referências
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