Pensando a écfrase na contemporaneidade / Thinking about ekphrasis in contemporaneity
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.124749Palavras-chave:
écfrase, arte contemporânea, romance contemporâneoResumo
O presente artigo busca apresentar e justificar duas tendências notadas na écfrase contemporânea, a rigor, a écfrase que se dispõe a transpor para o texto literário, em especial narrativo, obras de arte contemporânea. Essas tendências são: a forte presença do curador como figura criativa e de procedimentos curatoriais adotados por artistas como elemento fundamental em suas obras; o destaque para a experiência na obra, ou seja, concepção de instalações ou outras peças cuja compreensão não se dá por meio da apreciação estética, e sim pela experiência compartilhada. Foram analisadas passagens ecfrásticas nas seguintes obras literárias: O Museu da Inocência, de Orhan Pamuk, Não há Lugar Para a Lógica em Kassel, de Enrique Vila-Matas, e O Que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor, de Elvira Vigna. A análise de textos em que se notam essas tendências levam à conclusão de que tanto há novas possibilidades da écfrase a serem exploradas, como a sua relação com o fazer literário na contemporaneidade, quanto uma retomada da enargeia como valor fundante da écfrase em uma nova leitura.
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