Pensando a écfrase na contemporaneidade / Thinking about ekphrasis in contemporaneity

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1981-4526.124749

Palavras-chave:

écfrase, arte contemporânea, romance contemporâneo

Resumo

O presente artigo busca apresentar e justificar duas tendências notadas na écfrase contemporânea, a rigor, a écfrase que se dispõe a transpor para o texto literário, em especial narrativo, obras de arte contemporânea. Essas tendências são: a forte presença do curador como figura criativa e de procedimentos curatoriais adotados por artistas como elemento fundamental em suas obras; o destaque para a experiência na obra, ou seja, concepção de instalações ou outras peças cuja compreensão não se dá por meio da apreciação estética, e sim pela experiência compartilhada. Foram analisadas passagens ecfrásticas nas seguintes obras literárias: O Museu da Inocência, de Orhan Pamuk, Não há Lugar Para a Lógica em Kassel, de Enrique Vila-Matas, e O Que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor, de Elvira Vigna. A análise de textos em que se notam essas tendências levam à conclusão de que tanto há novas possibilidades da écfrase a serem exploradas, como a sua relação com o fazer literário na contemporaneidade, quanto uma retomada da enargeia como valor fundante da écfrase em uma nova leitura.

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Biografia do Autor

Thais Kuperman Lancman, Universidade de São Paulo

Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (bolsista CAPES) com doutorado sanduíche na Universidade do Minho (Braga, Portugal)

Mestre em Estudos Judaicos pela Universidade de São Paulo (bolsista Fapesp)

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Publicado

2023-12-14

Como Citar

Kuperman Lancman, T. (2023). Pensando a écfrase na contemporaneidade / Thinking about ekphrasis in contemporaneity. Nau Literária, 19(01), e-124749. https://doi.org/10.22456/1981-4526.124749