Animalidade e biopolítica em A hora da estrela, de Clarice Lispector
Animality and Biopolitics in Clarice Lispector’s A hora da estrela
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.149053Palabras clave:
Clarice Lispector, Estudos animais, Biopolítica, A hora da estrelaResumen
Resumo: Este artigo analisa, na obra A hora da estrela, de Clarice Lispector, as intersecções entre animalidade e biopolítica. Para isso, investiga-se a inscrição do eixo “vida” na referida novela, em tentativa de compreender os modos por meio dos quais são borrados os limites discursivos e epistemológicos definidores do que se compreende como humano e animal. Considerando as contribuições teóricas de autores como Gabriel Giorgi, Michel Foucault e Giorgio Agamben, destaca-se que Clarice Lispector propõe um horizonte de politização vinculado à animalidade ao lançar luz sobre o fato de que a separação entre o humano e o animal é aquilo que alimenta, também, o funcionamento biopolítico que determina quais são as vidas que serão protegidas e quais serão abandonadas à morte.
Palavras-chave: Clarice Lispector; Estudos animais; Biopolítica; A hora da estrela.
Abstract: This article analyzes, in Lispector’s A hora da estrela, the intersections between animality and biopolitics. To this end, it investigates the inscription of the "life" axis in the novella, in an attempt to understand the ways in which the discursive and epistemological boundaries that define what is understood as human and animal are blurred. Considering the theoretical contributions of authors such as Gabriel Giorgi, Michel Foucault, and Giorgio Agamben, the article highlights that Clarice Lispector proposes a horizon of politicization linked to animality, by shedding light on the fact that the separation between the human and the animal also sustains the biopolitical functioning that determines which lives are to be protected and which are to be abandoned to death.
Keywords: Clarice Lispector; Animal Studies; Biopolitics; A hora da estrela.
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