A barbárie como regra da ditadura: mentiras, enganos e corrupção em K. – Relato de uma busca
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.119210Palabras clave:
Ditadura, Polícia, Direitos, Violência, MemóriaResumen
A ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985, foi uma das mais longevas da América Latina. Durante 21 anos, militares se revezaram no poder a partir de um golpe de estado apoiado por parte da população, da mídia e de setores religiosos. O longo processo redemocratização culminou no abafamento do passado: a anistia. Entre tantas leituras possíveis de K. – Relato de uma busca, está a forma como os militares tratavam os opositores ao sistema. A completa negação aos Direitos Humanos se amplifica na tortura e nos desaparecimentos. Para além disso, há a negação dos fatos, o que gera um sofrimento atroz para quem busca por entes queridos sequestrados pelo governo. Bernardo Kucinski aponta o modus operandi à brasileira: uma rede de mentiras, enganos e corrupção nas entranhas do sistema ao qual K. acaba se submetendo em busca da filha desaparecida pelos carrascos da ditadura.
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