O ESTADO ULTRA MÍNIMO, RESILIENTE, SOLIDARISTA E GERONTOCRÁTICO DOS TUPINAMBÁS NO PASSADO REMOTO

ENTRE ANARQUIA E O LEVIATÃ

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Resumo

A hipótese deste artigo sugere que existiu um Estado ultramínimo, resiliente, solidarista e gerontocrático na sociedade tupinambá do passado remoto a partir da análise do material etnohistórico selecionado, que usou uma metodologia própria, investigando a hipótese medianeira do poder entre o maximalismo e o absenteísmo estatal. Sequencialmente, este artigo critica a tradição intelectual tribalista que Florestan Fernandes e Pierre Clastres utilizaram para descrever o sistema político dos tupinambás; em seguida, avalia tecnicamente se existiu ou não um Estado nativo entre os tupinambás desenvolvendo as variáveis da Teoria Geral do Estado; por último, gradua a intensidade do poder público dos tupinambás entre os graus zero, mínimo e máximo de intervenção na Sociedade. O material analisado indica que os tupinambás do passado remoto, na região sudeste do Brasil, não eram anarquistas, nem leviatânicos.

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Biografia do Autor

Heraldo Elias de Moura Montarroyos, UNIFESSPA

Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Professor titular da Faculdade de Direito da Unifesspa-Marabá. E-mail: <elias@unifesspa.edu.br>.

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Publicado

2026-09-20

Como Citar

MONTARROYOS, Heraldo Elias de Moura. O ESTADO ULTRA MÍNIMO, RESILIENTE, SOLIDARISTA E GERONTOCRÁTICO DOS TUPINAMBÁS NO PASSADO REMOTO: ENTRE ANARQUIA E O LEVIATÃ. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 221–252, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/156327. Acesso em: 22 set. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS