"DOENÇA SOVIÉTICA" OU "FORDISTA"?
SOBRE AS ORIGENS DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.97405Palavras-chave:
processo de substituição de importações, mudança estrutural, economia BrasileiraResumo
O texto analisa os períodos de auge e declínio do processo de substituição de importações (PSI) brasileiro, destacando os reflexos da industrialização nacional baseada em um modelo “fordista” de produção e consumo. Utiliza-se o indicador de mudança estrutural de Bonelli (2006) para traçar um panorama da industrialização nacional entre as décadas de 1930 e 1970. Os reflexos do PSI, observados a partir das mudanças estruturais ocorridas nas décadas de 1980 e 1990, são abordados através de indicadores gerados a partir da matriz insumo-produto do IBGE (1990, 2000), com base na classificação setorial de Kupfer (1998). Conclui-se que, ainda que tenha sido fundamental para a industrialização nacional, o PSI no Brasil não criou condições favoráveis para a transição de uma produção baseada em setores tradicionais para uma estrutura produtiva industrial em que se destacam setores difusores de tecnologia. A perda de relevância das atividades relacionadas ao “paradigma fordista”, nas décadas de 1980 e 1990, não encontra correspondência na ascensão das atividades difusoras de tecnologia.
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