Acesso a empregos na cidade de São Paulo
uma abordagem por setores e qualificação da atividade
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.140258Resumo
Estudos recentes de análise de acesso a empregos têm sido adotados na literatura
da América do Sul, indicando que desigualdades na oferta do sistema de transportes afetam o acesso a empregos. O presente estudo se dedica a explorar a ocorrência de diferenças no nível de acessibilidade a empregos, considerando setores econômicos e níveis de competência distintos, tendo como estudo de caso a cidade de São Paulo, com dados do ano de 2019. A desigualdade no acesso está correlacionada com elevados níveis de acessibilidade para pessoas de alta renda e baixos níveis de acessibilidade para pessoas de baixa renda. Isso também está relacionado a outros fatores, como menor expectativa de vida, saneamento básico e acesso à eletricidade. As pesquisas recentes desenvolvidas na América do Sul inovaram ao trazer a problemática à tona com abordagens e ferramentas que estimam com alta precisão os índices de acesso para várias metrópoles brasileiras. No entanto, a maioria dos estudos que avaliam dinâmicas de desigualdade, por meio de métricas de acessibilidade, não leva em conta diferentes setores de atividade econômica. Ao contrário, esse é um ponto comumente abordado na literatura sobre desajuste espacial. Neste artigo, portanto, busca-se dar um passo adiante para contribuir com a literatura existente, adotando uma análise de acesso que considera não apenas diferentes setores econômicos, mas também diferentes níveis de competência nas atividades. Foi realizado um recorte para avaliar como a acessibilidade a empregos da população da cidade de São Paulo se comporta em um cenário que incorpora esses componentes. O estudo utiliza dados de vínculos empregatícios provenientes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que contém a localização dos empregos formais na capital. Os dados setoriais são provenientes da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), e as informações sobre a qualificação dos trabalhadores vêm da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Para identificar os padrões no acesso das diferentes regiões, utiliza-se o Índice de Moran, que permite visualizar clusters espaciais com base nas características de acesso que se destacam ao longo da cidade. Os resultados obtidos demonstram que o Índice de Moran pode indicar, em certas ocasiões, um padrão de variabilidade no nível de acesso entre setores e intrassetores, mas, de modo geral, o padrão que se apresenta na capital é homogêneo, destacando especialmente a extremidade sul da cidade por apresentar baixos níveis de acesso, independentemente do setor e do nível de competência da atividade econômica a ser acessada.
Palavras-chaves: Acesso a empregos. Spatial mismatch. Análise setorial.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Núcleo de Publicações FCE; Thiago Pereira Duarte, Alexandre Sartoris Neto, João Paulo Carvalho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais sobre o trabalho, concedendo à revista apenas o direito de sua primeira publicação. Além disso, têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente para a versão do trabalho publicada nesta revista, desde que reconhecida a publicação inicial neste periódico.