Infraestrutura, exportações e déficit comercial: evidências empíricas para países da América Latina.
Infrastructure, Exports, and Trade Deficits: Empirical Evidence for Latin American Countries
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.120418Palavras-chave:
Infraestrutura, Exportação, Déficit comercial, América LatinaResumo
Este artigo investiga o efeito de curto e longo prazo da infraestrutura sobre exportações e déficits comerciais para uma amostra de países da América Latina, no período 1980-2017, empregando o estimador Pooled Mean Group (PMG) e técnicas de cointegração de Pedroni e Westerlund. Os resultados a sugerem um impacto significativo de longo prazo dos índices agregados e dos subíndices de infraestrutura (energia, telecomunicação e transporte) nas exportações e déficits comerciais. Sugerem, também, que uma melhor infraestrutura promove aumento das exportações e queda no déficit comercial. Assim, o investimento em infraestrutura sugere, para as economias da América Latina, um caminho válido para estimular o volume de exportações, devendo estar inserido no planejamento de catch-up desses países. As variáveis de controle – taxa de câmbio, capital humano, PIB per capita e qualidade institucional – aumentam as exportações, no longo prazo, mas possuem resultados mistos, com relação ao déficit comercial. Além disso, os testes de Pedroni e Westerlund indicam evidência de cointegração entre as variáveis selecionadas. Os estimadores Fully Modifed Ordinary Least Square (FMOLS) e Dynamic Ordinary Least Square (DOLS), suportes de robustez, apresentaram resultados consistentes com o modelo principal. Por fim, os resultados apontam que, no longo prazo, os índices agregados de infraestrutura e os seus subíndices promovem exportações e reduzem déficits comerciais, para a amostra de países da América Latina.
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