Elasticidades-dispêndio da demanda individual por alimentação fora de casa: uma análise por gerações
Expenditure Elasticities of Individual Demand for Food Away from Home: A Cohort Analysis
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.111412Palavras-chave:
Demanda por alimentação fora de casa, Endogeneidade do dispêndio, Dados em Pseudo-painel, Formação de hábitos.Resumo
O objetivo deste artigo foi analisar o grau de sensibilidade da demanda individual por alimentação fora de casa, frente às variações no dispêndio individual total destinado a esta fonte de alimentação, para 14 categorias alimentares. Para tanto, com os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 e 2017-2018, recorreu-se à abordagem de pseudo painel, à la Moffit (1993), para controlar os efeitos específicos das coortes construídas. Buscou-se também corrigir a endogeneidade do dispêndio com as categorias analisadas, decorrente da influência de fatores não observados, variantes e invariantes no tempo. Observou-se que a estimação por MQO gera estimativas diferentes das obtidas pelos métodos que buscam corrigir a endogeneidade, cujo viés gerado varia de comportamento para algumas categorias, indicando que os fatores não observados influenciam de modo diferente as relações entre as parcelas e o dispêndio total. Foram calculadas as elasticidades-dispêndio para 11 coortes de nascimento, que permitiu verificar como o comportamento da demanda para algumas categorias se diferem entre as gerações, com destaque para a pouca influência do dispêndio sobre a demanda de alimentos que fazem parte da alimentação dos mais jovens. A partir dos resultados, foi possível promover uma discussão que relaciona questões de cunho socioeconômico, importantes para a implementação ou formulação de políticas públicas com foco na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis.
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