COMPORTAMENTO DOS FLUXOS ECONÔMICOS NO BRASIL APÓS A CRISE FINANCEIRA GLOBAL
ANÁLISE A PARTIR DAS MATRIZES DE CONTABILIDADE SOCIAL E FINANCEIRA BRASILEIRAS 2010-2017
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.102285Palabras clave:
Matriz de Contabilidade Social e Financeira, Insumo-Produto, Contas Financeiras, Fluxo Circular da Renda, Fluxo de FundosResumen
A busca por metodologias que propiciem a análise da inter-relação entre a parte real e a parte financeira da economia passou a ser mais intensa a partir da crise financeira global. A abordagem da Matriz de Contabilidade Social e Financeira (MCSF) surge, nesse contexto, por apresentar uma base de dados ampla, contendo fluxos de produção, renda e fluxos financeiros entre os agentes econômicos. O objetivo deste artigo é apresentar as MCSFs para a economia brasileira, atualizadas para o período 2010-2017 e fazer uma análise do comportamento dos fluxos na economia no período subsequente à crise financeira global. A metodologia segue a proposta por Burkowski, Perobelli e Perobelli (2016), em seu artigo “Matrizes de contabilidade social e financeira: Brasil, 2005 a 2009”, no qual utiliza as Matrizes de Insumo-Produto e as Contas Econômicas Integradas. As MCSFs contêm 216 linhas e colunas, sendo 128 para bens e serviços, 68 para setores produtivos, 3 para fatores, 4 para setores institucionais na conta corrente e na conta capital, 8 para instrumentos financeiros e 1 para transações com o exterior. Quanto ao comportamento dos fluxos no período, observou-se redução no consumo intermediário, ampliação da dependência de transferências como origem da renda, redução na poupança agregada, nos investimentos e nos fluxos financeiros com o setor externo.
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