Ruptura Bilateral do Músculo Fibular Terceiro em Bovino

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.129202

Palavras-chave:

Cattle disease, muscle injury, lameness

Resumo

Background: O músculo fibular terceiro é responsável pela flexão do tarso e extensão coordenada da articulação fêmuro-tíbio-patelar. As causas mais comuns da ruptura são o esforço excessivo ao se levantar em piso escorregadio, montar ou ser montado por outros animais, entre outras causas. A ruptura do músculo fibular terceiro é caracterizada pela incapacidade de flexão do jarrete e, na maioria dos casos, não há recuperação, o prognóstico geralmente é desfavorável a ruim e o animal é destinado à eutanásia. O objetivo deste estudo foi relatar o quadro clínico e o tratamento empregado na ruptura bilateral do músculo fibular terceiro em uma vaca do município de Castanhal, estado do Pará (bioma amazônico).

Case: Descreve-se o quadro clínico e o tratamento empregado na ruptura bilateral do músculo fibular terceiro em uma vaca, com quatro anos de idade, sem raça definida, com aproximadamente 400kg, parida há três meses, pertencente a um lote de 40 bovinos mantidos em sistema de criação extensiva em pastagem de Urochloa (Brachiaria) brizantha. Os sinais clínicos surgiram após ser coberta por um touro de 1.100Kg e consistiram em claudicação, queda em decúbito esternal com os membros posteriores estendidos para trás, hiperextensão dos jarretes com a soldra flexionada, ficando a tíbia e o metatarso em linha reta, levando a formação de um ângulo de 90º entre o fêmur e o joelho. As escoriações na região dorsal dos boletos pélvicos reforçam a evidência do arrastar das pinças. O diagnóstico da ruptura bilateral do músculo fibular terceiro foi realizado por meio do exame clínico semiológico. No tratamento foi prescrito anti-inflamatório não-esteroidal (flunixin meglumine, 2,2 mg/kg, a cada 24h, durante quatro dias) e repouso em um piquete com boa disponibilidade de pastagem, água e sal mineral. Após três meses observou-se a melhora dos sinais clínicos e após seis meses uma recuperação quase completa, permanecendo apenas uma leve dificuldade de flexionar o jarrete no momento da locomoção.

Discussion: No presente relato, a monta do touro foi a provável causa da hiperextensão de ambos os jarretes e a ruptura bilateral dos músculos fibulares terceiros. A lesão bilateral difere de casos descritos em livros e artigos em que as lesões relatadas foram sempre unilaterais, reforçando a hipótese de o ato da monta ter sido o fator desencadeante da ruptura bilateral do músculo fibular terceiro do animal. Conclui-se que a anamnese, achados clínicos e exclusão de diagnósticos direfencias foram decisivos para instituição do diagnóstico. O tratamento instituído foi eficiente, mesmo se tratando de um caso grave, no qual a lesão ocorreu em ambos os membros posteriores.

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Referências

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Arquivos adicionais

Publicado

2023-08-11

Como Citar

Barbosa Neto, J. D., Chaves Oliveira , C. M., Sarmento da Silveira, J. A., Albernaz Ferreira, T. T., Serruya, A., Neri Júnior, N. de A., … Silveira, N. da S. e S. (2023). Ruptura Bilateral do Músculo Fibular Terceiro em Bovino . Acta Scientiae Veterinariae, 51. https://doi.org/10.22456/1679-9216.129202

Edição

Seção

Case Report

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