Campylobacter na produção e processamento de frangos de corte:...

Authors

  • Suzete Lora Kuana UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.14655

Keywords:

Campylobacter spp., Descarga Cecal, Fezes, Swabs de cloaca, Carcaças de frangos de corte

Abstract

Campylobacter

 

 

spp. termófilos são microorganismos patogênicos associados com aves ou alimentos de origem avícola. Sua importância está relacionada à alta prevalência de Campylobacter jejuni nos frangos de corte e suas carcaças, cuja freqüência e os níveis de contaminação têm sido correlacionados ao número de casos de gastroenterite em seres humanos. Neste estudo, foram monitorados 22 lotes comerciais de frango de corte para a presença de Campylobacter spp. Os lotes foram selecionados ao acaso entre aqueles que, na granja, possuíam entre 3 a 5 semanas de idade, bem como suas respectivas carcaças no abatedouro (idade média de abate de 35 dias). Um questionário relativo a biosseguridade da granja foi respondido pelo tratador durante a coleta das amostras. Foi encontrada uma prevalência de 81,8% para Campylobacter spp. entre os lotes (18/22), sendo que dentro dos lotes positivos variou de 85-100%. As proporções de Campylobacter spp. entre os tipos de amostras foram homogêneas, apresentando 81,8% na descarga cecal (110), 80,9% nas fezes (110) e 80,4% nos swabs de cloaca (230). Da mesma forma, a comparação entre os métodos de isolamento de pré-enriquecimento e isolamento direto para amostras de swabs de cloaca apresentou 77,3% e 81,8%, respectivamente. Para as 96 carcaças o método de pré-enriquecimento resultou em 99,0% e o isolamento direto em 97,9%. A distribuição e a contagem de Campylobacter spp. foi investigada na descarga cecal e nas carcaças de frango no esquema normal de abate, sendo encontrada a média de 7,0 log10 ufc/g de descarga cecal, 5,15 log10 ufc/carcaça após a depenadeira e 4,24 log10 ufc/carcaça após o chiller. Não houve correlação nos níveis de Campylobacter spp. na produção e no processamento; entretanto, esta foi significativa entre os dois pontos do processo. Os limites mínimos de detecção encontrados foram de 155 ufc/g de descarga cecal e 1 ufc/g de carcaça. As amostras foram prontamente caracterizadas pelo sistema API Campy identificadas,  rincipalmente como C. jejuni. O perfil de susceptibilidade antimicrobiana pelo método de difusão em ágar apresentou 62,5% de resistência para no mínimo uma droga. Os parâmetros avaliados na granja para a presença de Campylobacter spp. nos lotes não foram significativos, provavelmente, devido à alta prevalência e outras variáveis pertinentes à produção. Estes dados caracterizaram a prevalência e distribuição de Campylobacter em uma região de produção de frangos no Estado de Santa Catarina-Brasil. Estes enfatizam, a necessidade implementação de um programa, em nível nacional, para a redução de Campylobacter spp. no frango e, para minimizar e prevenir os riscos na saúde do consumidor.

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Published

2018-06-27

How to Cite

Kuana, S. L. (2018). Campylobacter na produção e processamento de frangos de corte:. Acta Scientiae Veterinariae, 33(1), 93–94. https://doi.org/10.22456/1679-9216.14655

Issue

Section

Abstracts of dissertations and theses

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