Doença Intestinal Inflamatória Associada a Linfangiectasia em Cão Jovem da Raça Dachshund
DOI:
https://doi.org/10.22456/1679-9216.134517Palavras-chave:
Gastrointestinal, Inflamação, Sistema Linfático, Diarreia, HipoproteinemiaResumo
Introdução: A doença inflamatória intestinal (DII) é uma enteropatia crônica que causa distúrbios gastrointestinais em cães e gatos. Pode resultar em perda de proteína geralmente quando é um tipo de enterite linfoplasmocitária. Nesse caso, frequentemente está associada à linfangiectasia. Os sinais clínicos incluem diarreia, vômitos e perda de peso progressiva. Esta doença afeta principalmente animais de meia-idade. Existe apenas um relato em cão jovem e nenhum relato foi observado na raça Dachshund. O objetivo deste artigo é relatar a associação de doença inflamatória intestinal e linfangiectasia em um cão Dachshund jovem. Caso:Uma cadela da raça Dachshund, com dois anos de idade, pesando 7,5 kg, deu entrada no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Lavras. O animal apresentou diarreia, vômitos, emagrecimento e hiporexia. Ao exame físico, detectou-se tempo de enchimento capilar maior que dois segundos, desidratação de 5 a 6%, ausculta pulmonar abafada em ambos os lados do tórax (sugerindo derrame pleural), dor abdominal, flatulência e teste do balão positivo (sugerindo ascite ). Foram realizadas toracocentese e abdominocentese para drenagem de derrame pleural e ascite, respectivamente. Ambos os fluidos foram classificados como transudados. O hemograma evoluiu em anemia normocítica normocrômica, leucocitose neutrofílica, eosinopenia, linfopenia, monocitose e trombocitose. Os achados da bioquímica sérica incluíram hiponatremia, hipocloremia, hipocalcemia, hipocolesterolemia, hipoproteinemia, hipoalbuminemia, hipoglobulinemia e aumento da fosfatase alcalina. A ultrassonografia abdominal mostrou espessamento da parede duodenal, alguns segmentos com estrias hiperecogênicas na mucosa jejunal, cólon com aumento da espessura parietal e presença de líquido peritoneal livre. A análise histopatológica de fragmentos intestinais e gástricos, obtidos por biópsia cirúrgica, confirmou o diagnóstico de DII linfoplasmocítica associada a linfangiectasia. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. hipoglobulinemia e aumento da fosfatase alcalina. A ultrassonografia abdominal mostrou espessamento da parede duodenal, alguns segmentos com estrias hiperecogênicas na mucosa jejunal, cólon com aumento da espessura parietal e presença de líquido peritoneal livre. A análise histopatológica de fragmentos intestinais e gástricos, obtidos por biópsia cirúrgica, confirmou o diagnóstico de DII linfoplasmocítica associada a linfangiectasia. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. hipoglobulinemia e aumento da fosfatase alcalina. A ultrassonografia abdominal mostrou espessamento da parede duodenal, alguns segmentos com estrias hiperecogênicas na mucosa jejunal, cólon com aumento da espessura parietal e presença de líquido peritoneal livre. A análise histopatológica de fragmentos intestinais e gástricos, obtidos por biópsia cirúrgica, confirmou o diagnóstico de DII linfoplasmocítica associada a linfangiectasia. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. alguns segmentos com estrias hiperecogênicas na mucosa jejunal, cólon com espessamento parietal aumentado e presença de líquido peritoneal livre. A análise histopatológica de fragmentos intestinais e gástricos, obtidos por biópsia cirúrgica, confirmou o diagnóstico de DII linfoplasmocítica associada a linfangiectasia. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. alguns segmentos com estrias hiperecogênicas na mucosa jejunal, cólon com espessamento parietal aumentado e presença de líquido peritoneal livre. A análise histopatológica de fragmentos intestinais e gástricos, obtidos por biópsia cirúrgica, confirmou o diagnóstico de DII linfoplasmocítica associada a linfangiectasia. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. Foi classificado como grave de acordo com o índice de atividade da doença inflamatória intestinal. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas. A paciente foi internada e manteve o manejo dietético, imunossupressores, antibióticos e terapia de suporte. No entanto, o cão morreu após dez semanas.Discussão:O prognóstico da DII é altamente variável e depende da resposta terapêutica e da extensão do dano intestinal. A terapia dietética associada a anti-inflamatórios e imunossupressores pode resultar na remissão da DII. Isso é caracterizado por períodos de melhora que podem durar de meses a anos. Embora, em casos mais graves, alguns animais não respondam e recaiam. Esses pacientes podem desenvolver depleção proteico-calórica, acidentes vasculares incapacitantes ou diarreia intratável. A hipoalbuminemia é um marcador de prognóstico desfavorável. Nesse caso, sofreria, o escore CIBDAI indicava DII grave (quatorze pontos). Ao longo do tratamento evoluiu para um quadro clinicamente insignificante (dois pontos). Porém, posteriormente, houve regressão para doença clinicamente grave (doze pontos). O cão não respondeu à terapia, apesar do tratamento indicado ter sido instituído. Apresentou efusões contínuas, diarreia e evoluiu para caquexia. A hipoproteinemia provavelmente contribuiu para a gravidade do quadro clínico e falha na resposta terapêutica, decorrente de óbito do paciente dez semanas após a primeira consulta.
Downloads
Referências
Allenspach K., Bergman P.J., Sauter S., Grone A., Hoherr M.G & Gaschen F. 2006. Pglycoprotein expression in lamina propria lymphocytes of duodenal biopsy samples in dogs with chronic idiopathic enteropathies. Journal of Comparative Pathology. 134(1): 1-7. DOI: 10.1016/j.jcpa.2005.06.003. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jcpa.2005.06.003
Allenspach K., Steiner J., Shah B., Berghoff N., Ruaux W.A.D., Blum J.W. & Gaschen F. 2006. Evaluation of gastrointestinal permeability and mucosal absorptive capacity in dogs with chronic enteropathy. American Journal of Veterinary Research. 67(3): 479-483. DOI: 10.2460/ajvr.67.3.479. DOI: https://doi.org/10.2460/ajvr.67.3.479
Allenspach K., Wieland B., Grone A. & Gaschen F. 2007. Chronic enteropathies in dogs: Evaluation of risk factors for negative outcome. Journal of Veterinary Internal Medicine. 21 (4): 700-708. DOI: 10.1892/0891-6640(2007)21[700:ceideo]2.0.co;2. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1939-1676.2007.tb03011.x
Berghoff N. & Satiner J.M. 2011. Laboratory Tests for the Diagnosis and Management of Chronic Canine and Feline Enteropathies - Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice. 41(2): 311-328. DOI: 10.1016/j.cvsm.2011.01.001. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cvsm.2011.01.001
Bota D., Lecoindre A., Poujade A., Chevalier M., Lecoindre P., Baptista F., Gomes E. & Hernandez J. 2016. Protein losing enteropathy in Yorkshire Terriers Retrospective study in 31 dogs. Schweizer Archiv für Tierheilkunde. 152(3): 141-146. DOI: 10.1024/0036-7281/a000033. DOI: https://doi.org/10.1024/0036-7281/a000033
Cascon C.M., Mello M., Leite J. & Ferreira A. 2017. Avaliação clínica, endoscópica e histopatológica de cães com doença inflamatória intestinal. Pesquisa Veterinária Brasileira. 37(11): 1287-1291. DOI: 10.1590/S0100-736X2017001100015. DOI: https://doi.org/10.1590/s0100-736x2017001100015
Craven M., Simpson J.W., Ridyard A.E. & Chandler M.L. 2004. Canine inflammatory bowel disease: retrospective analysis of diagnosis and outcome in 80 cases (1995–2002). Journal of Small Animal Practice. 45(7): 336-342. DOI: 10.1111/j.1748-5827.2004.tb00245.x. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1748-5827.2004.tb00245.x
Dossin O. & Lavoué R. 2011. Protein-Losing Enteropathies in Dogs. Veterinary Clinics of North America - Small Animal Practice. 41(2): 399-418. DOI: 10.1016/j.cvsm.2011.02.002. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cvsm.2011.02.002
Gouvêa F.N., Pennacchi C.S., Assaf N.D., Arantes E.A.L., Stefaniszen A.G., Vieira E.M., Genari V., Guimarães-Okamoto P.T.C. & Melchert A. 2020. Doença inflamatória intestinal em cães – relato de casos. ARS Veterinária. 36(4): 332-336. DOI:10.15361/2175-0106.2020v36n4p332-336. DOI: https://doi.org/10.15361/2175-0106.2020v36n4p332-336
Guilford W.G. 1996. Idiopathic inflammatory bowel diseases. In: Guilford W.G., Williams D.A., Center S.A., Meyer D.J. & Strombeck D.R. (Eds). Strombeck’s Small Animal Gastroenterology. 3rd edn. Philadelphia: W.B. Saunders Company, pp.451-486.
Guímaro J.O.M. 2010. Doença inflamatória crónica do intestino: estudo comparativo entre a imagem endoscópica e o resultado histopatológico em 73 canídeos. 125f. Lisboa, Portugal. Dissertação. (Mestrado Integrado em Medicina Veterinária). Curso de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária.
Hagiwaea M.K., Iwasaki M. & Alvarenga J. 1984. Linfangiectasia intestinal em cão. Relato de caso clínico. Revista Faculdade de Medicina veterinária e Zootecnia. 21(2): 151-156. DOI: 10.11606/issn.2318-3659.v21i2p151-156. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2318-3659.v21i2p151-156
Hall E.J. & German A.J. 2005. Gastrointestinal disease: diseases of the small intestine. In: Ettinger S.J. & Feldman E.C. (Eds). Textbook of Veterinary Internal Medicine. 6th edn. Saint Louis: Elsevier Saunders, pp.1332-1378. DOI: 10.1016/B978-1-4160-3949-5.50037-6. DOI: https://doi.org/10.1016/B978-1-4160-3949-5.50037-6
Holland. M. 2003. Linfangiectasia. In: Tilley L.P., Smith J.R. & Francis W.K. (Eds). Consulta Veterinária em 5 minutos - Espécies Canina e Felina. São Paulo: Manole, pp.916-917.
Jergens A.E., Scheeiner C.A., Frank D.E., Niyo Y., Ahrens F.E., Eckersall P.D., Benson T.J. & Evans R. 2003. A scoring index for disease activity in canine inflammatory bowel disease. Journal of Veterinary Internal Medicine. 17(3): 291-297. DOI: 10.1111/j.1939-1676.2003.tb02450.x. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1939-1676.2003.tb02450.x
João C.F. 2015. Gastroenterologia e hepatologia. In: Crivellenti L.Z. & Borincrivellenti S. (Eds). Casos de Rotina em Medicina Veterinária de Pequenos Animais. 2.ed. São Paulo: Editora MedVet, pp.309-344.
Leal S.M.F. 2015. Prevalência de Cryptosporidium spp. e de Giardia spp. em cães do distrito de Bragança, Portugal. 101f. Lisboa, PT. Dissertação (Mestrado integrado em Medicina Veterinária) - Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa.
Locker C., Tipold A., Welle M., Busato A., Zurbriggen A. & Griot-Wenke M.E. 2001. Quantitative assessment of mast cells and expression of IgE protein and mRNA for IgE and interleukin 4 in the gastrointestinal tract of healthy dogs and dogs with inflammatory bowel disease. American Journal of Veterinary Research. 62(2): 211-216. DOI: 10.2460/ajvr.2001.62.211. DOI: https://doi.org/10.2460/ajvr.2001.62.211
Magalhães T.M. 2008. Enterite linfoplasmocítica canina. 134f. Lisboa, PT. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina Veterinária). Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa.
Marques M.L.O., Fernandes L.D., Simone N.T., Caldeira C.S. & Carneiro J.W.A. 2021. Doença inflamatória intestinal: Revisão. PUBVET. 15(12): 1-10. DOI: 10.31533/pubvet.v15n12a977.1-10. DOI: https://doi.org/10.31533/pubvet.v15n12a977.1-10
Mccullough S. 2003. Immune-mediated hemolytic anemia: understanding the nemesis. The Veterinary Clinics of North America – Small Animal Practice. 33(6): 1295-1315. DOI: 10.1016/j.cvsm.2003.08.003. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cvsm.2003.08.003
Munster M. 1995. Die lympho-plasmazelluläre Enteritis bei Hund und Katze – klinische Befunde und Therapieergebnisse. Kleintierpraxis. 40(8): 581-590.
Nakashima K.., Hiyoshi S., Ohno K., Uchida K., Goto-Koshino Y., Paniz C., Grotto D., Schmitt G.C., Valentini J., Schott K.L., Pomblum V. J. & Garcia S.C. 2005. Fisiopatologia da deficiência de vitamina B12 e seu diagnóstico laboratorial. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. 41(5): 323-334. DOI: 10.1590/S1676-24442005000500007. DOI: https://doi.org/10.1590/S1676-24442005000500007
Okanishi R., Yoshioka Y., Kagawa T. & Watari T. 2014. The Clinical Efficacy of Dietary Fat Restriction in Treatment of Dogs with Intestinal Lymphangiectasia. Journal of Veterinary Internal Medicine. 28(3): 809-817. DOI: 10.1111/jvim.12327. DOI: https://doi.org/10.1111/jvim.12327
Ridgway J., Jergens A.E. & Niyo Y. 2001. Possible causal association of idiopathic inflammatory bowel disease with thrombocytopenia in the dog. Journal of the American Animal Hospital Association. 37(1): 65-67. DOI: 10.5326/15473317-37-1-65. DOI: https://doi.org/10.5326/15473317-37-1-65
Rocha. M.N.A. 2019. Thrombocytosis: A retrospective study of 573 dogs (2016-2017). Ciência Animal Brasileira. 20: 1-10. DOI: 10.1590/1089-6891v20e-51837. DOI: https://doi.org/10.1590/1089-6891v20e-51837
Silva R. Doenças do Intestino Delgado - Diarreias Crônicas. In: Jericó M. (Ed). Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos. 2.ed. São Paulo: Editora Roca, pp.980-983.
Steiner J.M. 2008. Small Animal Gastroenterology. Hannover: Schlütersche Vet German, pp.187-210.
Tams T.R. 2005. Doenças crônicas do intestino delgado. In: Gastroenterologia de Pequenos Animais. 2.ed. São Paulo: Roca, pp.207-245.
Whitehead J., Qiomby J. & Bayliss D. 2015. Seizures associated with hypocalcemia in a yorkshire terrier with protein-losing enteropathy. Journal of the American Animal Hospital Association. 51(6): 380-384. DOI: 10.5326/JAAHA-MS-6205 DOI: https://doi.org/10.5326/JAAHA-MS-6205
Willard M.D. Distúrbios do sistema digestório. 2010. In: Nelson R.W. & Couto C.G. Medicina Interna de Pequenos Animais. 4.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, pp.351-485.
Arquivos adicionais
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Isa Lúcia Sousa Resende, Karolyne Oliveira Bastos , Diego Ribeiro, Walter Araújo Ferreira, Catarina Brenha Ribeiro, Lucas de Souza Pereira , Ruthnéa Muzzi, Claudine Abreu

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
This journal provides open access to all of its content on the principle that making research freely available to the public supports a greater global exchange of knowledge. Such access is associated with increased readership and increased citation of an author's work. For more information on this approach, see the Public Knowledge Project and Directory of Open Access Journals.
We define open access journals as journals that use a funding model that does not charge readers or their institutions for access. From the BOAI definition of "open access" we take the right of users to "read, download, copy, distribute, print, search, or link to the full texts of these articles" as mandatory for a journal to be included in the directory.
La Red y Portal Iberoamericano de Revistas Científicas de Veterinaria de Libre Acceso reúne a las principales publicaciones científicas editadas en España, Portugal, Latino América y otros países del ámbito latino