CRIAÇÃO DE REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL PARA INTERPRETAÇÃO NA ÁREA JURÍDICA

Autores

  • Leonardo Lúcio Vieira-Machado Ufes - Universidade Federal do Espírito Santo

Resumo

Este artigo, originalmente pensado para o curso "Saberes socioprofissionais em contextos jurídicos" em 2021 pelo Programa de Extensão Tradutores e Intérpretes de Línguas de Sinais em Contextos Jurídico e Policial (TILSJUR), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), aborda o procedimento para ampliar o repertório sociocultural de estudantes na disciplina "Tradução e Interpretação em Contextos Jurídicos", do curso de graduação em Bacharelado em Tradução e Interpretação de Libras/Português (Letras-Libras), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O roteiro inclui: conhecer o público-alvo; a palavra como criação ideológica; símbolos e arquétipos; mitos, história e herança; e espaços jurídicos. Como base usamos Freire (2019; 2020), Bakhtin (2010) e Jung (1964). Nas considerações finais, destacamos a importância dos tradutores e intérpretes dominarem esse repertório sociocultural da área jurídica/forense, não apenas para sua atuação profissional e cidadã, mas também para melhor elucidar a comunidade surda sobre termos específicos. Em última análise, compreender esses elementos culturais promove uma prática mais ética e eficiente nos serviços linguísticos de acessibilidade, capacita o profissional a fazer escolhas tradutórias e interpretativas mais acertadas, amplia a visão em situações específicas e para valores implícitos, e revela nuances históricas no presente e tendências futuras.

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Publicado

2024-05-31

Edição

Seção

Artigos