A VOZ DE ANA MARIA MACHADO NA TRADUÇÃO DE THE SECRET GARDEN

Autores

  • Lincoln Fernandes Universidade Federal de Santa Catarina
  • Jacinta Vivien Gomes Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

No contexto dos Estudos da Tradução, pesquisas realizadas no âmbito da Literatura Infantojuvenil vêm ganhando significativa atenção devido à importância do papel mediador do tradutor desse gênero literário e às especificidades do público-alvo. O objetivo deste artigo é mostrar como a voz de Ana Maria Machado, tradutora da obra The Secret Garden (1911), de Frances Hodgson Burnett, se evidencia na construção da narrativa em português brasileiro, intitulada O Jardim Secreto (1993). Para este fim, faz-se uma análise comparativa entre o texto-fonte e o texto-alvo, por meio de um sistema com base em corpus paralelo, o COPA-TRAD – Corpus Paralelo de Tradução. A base teórica informando o estudo focaliza, principalmente, no conceito de “voz de tradutor” como “presença discursiva” (HERMANS, 1996). Adicionalmente, os procedimentos de tradução aplicados aos itens de especificidade cultural (AIXELÁ, 1996) foram adotados como categorias de análise e descrição das práticas tradutórias sob investigação. Os resultados apontam para a presença discursiva da tradutora como uma voz diferencial que se manifesta mais explicitamente através de procedimentos de tradução, onde é fornecida ao leitor infantojuvenil uma referência cultural inserida no discurso do texto traduzido.

Palavras-chave: Literatura Infantojuvenil, Voz do Tradutor ou Presença Discursiva do Tradutor, Narrativa, Itens de Especificidade Cultural.

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Publicado

2024-05-31

Edição

Seção

Artigos