Ritmo e modernidade nas traduções de Nuit Rhénane

Autores

  • Gislaine Cristina Assumpção UNICAMP

Resumo

Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar comparativamente duas traduções do poema “Nuit rhénane”, de Guillaume Apollinaire, sob a perspectiva do ritmo como organização da linguagem no discurso, proposta pelo linguista francês Henri Meschonnic.  Publicado em 1913, na coletânea Alcools, o poema foi traduzido ao longo dos anos por diversos tradutores renomados que abordaram a obra do poeta a partir de práticas particulares que se revelam pela reescrita desse texto. Concomitantemente, no decorrer do século XX, os Estudos da Tradução ganharam força, impulsionando-nos a refletir mais profundamente sobre esses diferentes modos de traduzir, e não mais a rotulá-los de forma simplista como fiéis ou infiéis ao original. Dessa forma, traremos algumas reflexões sobre duas traduções feitas em um intervalo de quase 30 anos – uma de 1984, de Paulo Hecker Filho, e outra de 1913, de Mario Laranjeira – observando suas semelhanças e diferenças, sem perder de vista o que Meschonnic propôs em suas considerações sobre o ato tradutório, uma vez que, para ele, a obra de Apollinaire é um modelo exemplar de escritura moderna a partir da qual é possível apreender o ritmo como instância organizadora do discurso.

Palavras-chave: tradução, poema, ritmo, modernidade, Guillaume Apollinaire.

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Publicado

2023-12-20

Edição

Seção

Artigos