Cobertura do absenteísmo da enfermagem hospitalar na composição do Índice de Segurança Técnica: 6,67% são suficientes?
Resumo
Objetivo: Mapear evidências científicas sobre a (in)adequação do Índice de Segurança Técnica previsto pelo Conselho Federal de Enfermagem para cobertura das taxas de absenteísmo da enfermagem hospitalar brasileira.
Método: Revisão de escopo conduzida conforme os critérios do Joanna Briggs Institute. A busca foi realizada em fevereiro de 2024, nas fontes: Biblioteca Virtual em Saúde, Scientific Electronic Library Online, Web of Science, Scopus, MEDLINE, Portal de Periódicos CAPES e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Foram incluídos estudos transversais conduzidos no ambiente hospitalar, publicados entre 2004 e 2024. Após seleção do material recrutado (n=1.297), a amostra (n=29) foi analisada por estatística descritiva.
Resultados: Dos estudos selecionados, 86,2% apontaram superioridade no percentual de cobertura de ausências preconizado pela entidade. As taxas de absenteísmo variaram de 0% a 44,7% entre enfermeiros e de 0,47% a 46% entre técnicos/auxiliares. O índice de segurança técnica estimado oscilou de 8,3% a 53% para enfermeiros e de 8,77% a 54,3% para profissionais de nível médio.
Considerações finais: Há evidências que sinalizam que o percentual mínimo de cobertura do absenteísmo (6,7%) previsto pela entidade regulamentadora não é suficiente, principalmente no âmbito de hospitais públicos.
Descritores: Absenteísmo; Equipe de enfermagem; Indicadores de serviços; Gestão de recursos humanos; Recursos humanos de enfermagem hospitalar.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Direitos Autorais para artigos publicados nesta Revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a Revista. Em virtude da Revista ser de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições própria, em aplicações educacionais e não-comerciais, estando licenciados sob uma Licença Creative Commons tipo (CC) BY-NC.

















