Barreiras e facilitadores à implementação da profilaxia pré-exposição ao HIV na Atenção Primária à Saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-1447.2026.20250250.pt%20Abstract
Objetivo: Analisar, por meio das experiências vivenciadas por trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, as barreiras e os facilitadores para a implementação da profilaxia pré exposição (PrEP) ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).
Método: Estudo qualitativo, com entrevistas semiestruturadas realizadas entre abril e julho de 2022 com 16 profissionais de saúde atuantes em Unidades Básicas de Saúde do município de São Paulo, Brasil. Os dados foram transcritos na íntegra e analisados pela técnica de análise de conteúdo, com apoio do software webQDA® e sustentação teórica baseada na vulnerabilidade em saúde.
Resultados: Duas categorias relacionadas à implementação da profilaxia pré-exposição foram elaboradas: as barreiras e os facilitadores. Entre as barreiras, evidenciaram-se a sobrecarga de trabalho, as limitações estruturais e o estigma associado ao HIV. Os profissionais sensibilizados e a educação permanente foram apontados como fatores decisivos para ampliar o acesso à estratégia da PrEP. Como facilitadores, destacaram-se a atuação multiprofissional, os treinamentos institucionais, o vínculo com os usuários e a articulação com programas voltados à população lésbica, gay, bissexual e transgênero.
Conclusão: A profilaxia pré-exposição avança na Atenção Primária à Saúde, mas ainda enfrenta entraves para sua implementação. Sua efetivação depende de equipes qualificadas e da adoção de práticas inclusivas no Sistema Único de Saúde, capazes de ampliar o acesso, à adesão e o acompanhamento dos usuários, especialmente daqueles em maior vulnerabilidade ao HIV.
Descritores: Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; HIV; Pessoal de Saúde; Prevenção de Doenças; Profilaxia Pré-Exposição.
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