Análise dos padrões espaciais e temporais da mortalidade fetal: estudo ecológico, Pernambuco, 2010-2021

Autores

  • Lívian Samara Lacerda da Silva
  • Conceição Maria de Oliveira
  • Celivane Cavalcanti Barbosa
  • Heitor Victor Veiga da Costa
  • Cristine Vieira do Bonfim

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-1447.2026.20250172.pt

Resumo

Objetivo: Analisar o padrão espacial e a série temporal da mortalidade fetal em Pernambuco, 2010 a 2021.
Método: Estudo ecológico, tendo como unidades de análise os municípios (espacial) e os meses (temporal). Utilizaram-se dados dos Sistemas de Informações sobre Mortalidade e Nascidos Vivos. Elaboram-se mapas com as taxas de mortalidade fetal anuais. Aplicaram-se três classes de modelos para séries temporais, onde o melhor (estabelecido pela métrica do erro percentual absoluto médio numa base de validação) foi escolhido para fazer suas projeções.
Resultados: Registraram-se 18.810 óbitos fetais, com taxa de mortalidade média mensal de 11,3 óbitos por 1.000 nascimentos. A distribuição espacial revelou as maiores taxas nos municípios do Sertão, São Francisco e Agreste. O valor da série foi 13,3 (±1,1) óbitos fetais por 1.000 nascimentos. Observou-se tendência estacionária, oscilando de 8,1 a 14,4 por 1.000 nascimentos por mês, e com valores atípicos nos meses de maio/2020 (+29%) e novembro/2020 (-24,1%).
Conclusão: A distribuição espacial das taxas de mortalidade fetal demonstrou variações entre os municípios. A tendência foi estacionária. Esses resultados podem ser empregados no monitoramento das ações de redução da mortalidade fetal em Pernambuco, além de subsidiar melhores práticas de enfermagem no aprimoramento de cuidado de prevenção de óbitos evitáveis.
Descritores: Mortalidade Fetal; Análise Espacial; Análise de Séries Temporais Interrompidas; Enfermagem Prática; Estudos Ecológicos.

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Publicado

2026-01-12

Como Citar

1.
Lacerda da Silva LS, de Oliveira CM, Cavalcanti Barbosa C, Veiga da Costa HV, Vieira do Bonfim C. Análise dos padrões espaciais e temporais da mortalidade fetal: estudo ecológico, Pernambuco, 2010-2021. Rev Gaúcha Enferm [Internet]. 12º de janeiro de 2026 [citado 1º de agosto de 2026];47. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/rgenf/article/view/152834

Edição

Seção

Artigos Originais