Associação entre a formação de enfermeiros em práticas integrativas e sua situação de trabalho
Resumo
Objetivo: verificar a associação entre a formação em práticas integrativas com as situações de trabalho de enfermeiros no Brasil.
Método: estudo descritivo, multicêntrico (tipo survey), realizado com 1.154 enfermeiros das cinco regiões do Brasil. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário on-line entre os meses de junho de 2021 e janeiro de 2022. A análise estatística incluiu frequências absolutas e relativas, testes de associação, teste de tendência linear e regressão de Poisson com variância robusta, sendo significativas associações com p≤0,05.
Resultados: a prevalência de formação em práticas integrativas tradicionais foi de 43,5%, predominando mulheres, profissionais pós-graduados, religiosos e residentes na Região Sul. Enfermeiros autônomos e com menores vínculos trabalhistas formais apresentaram maior probabilidade de formação (RP=1,59). A análise ajustada revelou associações significativas com a natureza jurídica do vínculo, tipo de ocupação e carga horária semanal. Trabalhar em instituições privadas (RP=0,67) e ser celetista (RP= 0,64) reduziram as chances de formação em saúde integrativa, enquanto ser autônomo sem previdência (RP=1,80) ou ter jornadas de trabalho de 20h/40h aumentaram essa probabilidade (RP=1,51/RP=1,21).
Conclusão: a formação em práticas integrativas entre os enfermeiros está associada aos vínculos profissionais mais flexíveis, maior autonomia e situação laboral que favorece a qualificação continuada. Esses resultados reforçam a necessidade de incentivo institucional e políticas públicas que ampliem o acesso à formação.
Descritores: Enfermagem; Terapias Complementares; Perfil Profissional; Trabalho; Educação Profissional em Saúde Pública.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Direitos Autorais para artigos publicados nesta Revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a Revista. Em virtude da Revista ser de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições própria, em aplicações educacionais e não-comerciais, estando licenciados sob uma Licença Creative Commons tipo (CC) BY-NC.

















