INTELECTUALIDADE E POLÍTICA NA TRAJETÓRIA DE FRANTZ FANON
Palavras-chave:
Frantz Fanon, Sociologia dos Intelectuais, Política, Colonialismo, RevoluçãoResumo
Este artigo analisa a trajetória de Frantz Fanon a partir das tensões entre intelectualidade e política, destacando sua importância para os debates contemporâneos nas Ciências Sociais sobre o papel do intelectual engajado. O objetivo é discutir de que maneira Fanon vivenciou e elaborou, ao longo de sua vida, as contradições entre a produção de conhecimento e a prática revolucionária, em contextos marcados pela colonialidade, pelo racismo e pela violência institucional. A metodologia adotada é qualitativa, por meio de uma revisão bibliográfica narrativa, com base na análise de sua obra publicada, de sua biografia e da recepção crítica de seus textos, além do cruzamento com a teoria social clássica e contemporânea sobre o papel dos intelectuais. O artigo reconstrói os deslocamentos geográficos, políticos e epistemológicos de Fanon — da Martinica à Argélia, da medicina à militância —, evidenciando como sua atuação desestabiliza fronteiras entre saber técnico e intervenção política. Concluímos que Fanon não se limita à figura do intelectual tradicional ou do político pragmático, mas encarna um sujeito revolucionário que se constituiu na intersecção entre razão e ação, teoria e prática.
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