Tamanho de grupos e densidade populacional de primatas na região do Cristalino, Amazônia Meridional brasileira
Palavras-chave:
Unidade de Conservação, Distance Sampling, mamíferos.Resumo
A região do Cristalino, localizada no norte do estado do Mato Grosso, foi considerada local prioritário para a conservação da Amazônia Meridional. Situadas nessa região estão as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino e Lote Cristalino e o Parque Estadual Cristalino, unidades de conservação contíguas que totalizam 184.900 ha, onde foi conduzido o presente estudo com o objetivo de calcular o tamanho médio dos grupos de primatas e estimar suas densidades populacionais. No período compreendido entre maio de 2008 a fevereiro de 2010 foram coletados dados utilizando a amostragem de distâncias em transecções lineares, que totalizou 361,3 km percorridos. Sete espécies de primatas foram registradas e três delas tiveram suas densidades populacionais estimadas. Macaco-prego Sapajus apella (Linnaeus, 1758) foi o primata mais abundante (densidade – D = 5,27 grupos/km2; intervalo de confiança - IC = 4,11 – 6,75), porém não houve diferença significativa entre os valores estimados de densidade de grupos para coatá-de-cara-branca Ateles marginatus É. Geoffroy, 1809 (D = 1,39 grupos/km2; IC = 0,91 – 2,11) e cuxiú Chiropotes albinasus (Geoffroy & Deville, 1848) (D = 1,03 grupos/km2; IC = 0,62 – 1,72). Os maiores tamanhos médios de grupos foram obtidos para cuxiú (12,14 indivíduos; desvio padrão – DP = 4,00), macaco-prego (7,67 indivíduos; DP = 5,48) e coatá-de-cara-branca (6,86 indivíduos; DP = 3,63). Percebe-se, portanto, que a região do Cristalino está funcionando como uma importante área de refúgio para as espécies de primatas na Amazônia Meridional brasileira.
