Mirmecofauna associada à arborização urbana no município de Três Rios, RJ, Brasil

Autores

  • Rafael Esteves Coriolano Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Três Rios, Departamento de Ciências do Meio Ambiente.
  • Milene Andrade Estrada Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Três Rios, Departamento de Ciências do Meio Ambiente.
  • Naiara Torres dos Santos Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Três Rios, Departamento de Ciências do Meio Ambiente.
  • Luiz Ricardo Caixeiro Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Três Rios, Departamento de Ciências do Meio Ambiente.
  • André Barbosa Vargas Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, Centro de Ciências da Saúde.
  • Fábio Souto Almeida Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Três Rios, Departamento de Ciências do Meio Ambiente.

Palavras-chave:

diversidade biológica, Formicidae, pragas urbanas.

Resumo

O trabalho objetivou analisar a mirmecofauna presente em espécies de árvores utilizadas na arborização de vias públicas. O estudo foi realizado no Município de Três Rios-RJ. A mirmecofauna foi coletada sobre as espécies Licania tomentosa (Benth.) Fritsch. (oiti), Cassia siamea Lam. (cássia), Pachira aquatica Aubl. (munguba) e Terminalia catappa L. (amendoeira). O tronco de 20 árvores de cada espécie foi pincelado com isca de sardinha e após 1 hora as formigas foram coletadas manualmente. A circunferência do tronco à altura do peito (CAP) e o diâmetro da copa foram obtidos de cada árvore utilizada no estudo. Foram coletadas 24 espécies de formigas, pertencentes a 16 gêneros e cinco subfamílias. O oiti apresentou a maior riqueza (13 espécies), seguido da cássia (12 espécies), amendoeira (nove espécies) e munguba (cinco espécies). A riqueza média foi maior no oiti (1,65 ± 0,75 espécies) que na munguba (0,75 ± 0,55 espécies) (ANCOVA, F3,80 = 3,664; P = 0,02), mas não variou entre as demais espécies de árvores. Não houve efeito da CAP (F1,80 = 0,010; P = 0,92) e do diâmetro da copa (F1,80 = 1,378; P = 0,24) na riqueza de espécies de formigas. A composição de espécies foi diferente entre as espécies de árvores (ANOSIM, R = 0,1217; P < 0,01), só não houve diferença entre o oiti e a munguba. Assim, a utilização de um maior número de espécies de árvores em vias públicas pode favorecer a manutenção de mais espécies de formigas em áreas urbanas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fábio Souto Almeida, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Três Rios, Departamento de Ciências do Meio Ambiente.

Departamento de Ciências do Meio Ambiente. Tenho experiência na área de biologia e ecologia de insetos. Também trabalho com Avaliação de Impactos Ambientais através de bioindicadores.

Downloads

Publicado

2014-12-31

Como Citar

Coriolano, R. E., Estrada, M. A., Santos, N. T. dos, Caixeiro, L. R., Vargas, A. B., & Almeida, F. S. (2014). Mirmecofauna associada à arborização urbana no município de Três Rios, RJ, Brasil. Revista Brasileira De Biociências, 12(4). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/114829

Edição

Seção

Artigos